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Quais as semelhanças entre a Operação Sevandija e a Lava Jato?

Envolvimento de políticos, crime contra o patrimônio e fraudes em licitações são alguns exemplos, guardadas as proporções
Operação Sevandija Lava Jato
Envolvimento de políticos, crime contra o patrimônio e fraudes em licitações são alguns exemplos, guardadas as proporções

Envolvimento de políticos, crime contra o patrimônio e fraudes em licitações são alguns exemplos, guardadas as proporções

A operação “Sevandija”, deflagrada em 1º de setembro, expôs o maior escândalo de corrupção da história da Prefeitura de Ribeirão Preto. Até o momento, 31 pessoas foram denunciadas, incluindo secretários, servidores públicos, vereadores e empresários que, em conluio com o executivo municipal, desviavam verbas públicas para o pagamento de propina.

Comparação com a Lava Jato

A magnitude do esquema em Ribeirão Preto se compara à Lava Jato, a maior denúncia de corrupção do Brasil. Assim como na Lava Jato, que envolveu políticos, empresários e a Petrobras em desvios bilionários, a Sevandija expõe a cumplicidade entre o setor público e privado para o enriquecimento ilícito. Em ambos os casos, contratos superfaturados e aditivos ilegais foram utilizados para desviar recursos.

A raiz do problema: a relação entre Estado e setor privado

Para Claudia Passador, cientista política, tanto a Lava Jato quanto a Sevandija revelam um padrão recorrente na administração pública brasileira, especialmente na relação entre o Estado e o setor privado. Ela destaca o período desenvolvimentista da ditadura militar, quando o Estado financiou o crescimento de grandes empresas, criando uma cultura de dependência e favorecimento que se estende até os dias atuais. Essa relação clientelista, onde o setor privado depende da administração pública como principal cliente, facilita a prática de corrupção.

Transparência e educação como soluções

Claudia Passador aponta a necessidade de maior transparência e mecanismos mais simples para o acompanhamento dos gastos públicos. Embora existam ferramentas como o Portal da Transparência, a complexidade e a falta de familiaridade da população com esses sistemas dificultam o controle. A especialista sugere o uso das redes sociais para aumentar a transparência e a utilização de mecanismos que permitam a verificação dos gastos públicos diretamente nas localidades beneficiadas. Além disso, enfatiza a importância da educação cidadã desde a infância, para conscientizar a população sobre o seu papel e a responsabilidade dos governantes. Afinal, governantes são reflexo da sociedade que os elege, e atitudes individuais, por menores que sejam, contribuem para um futuro mais honesto.

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