Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O ano de 2016 terminou de forma pior do que começou em termos de atividade econômica e investimento, mas com avanços significativos na área fiscal e inflacionária, segundo análise de Nelson Rocha.
Medidas e Vetos que Impactaram a Economia
Um dos pontos cruciais foi o veto do presidente Temer às contrapartidas exigidas dos estados em troca da ajuda federal para renegociação de dívidas. Essa decisão demonstra a busca por ajuste fiscal, essencial para controlar a inflação e reduzir a taxa de juros. A situação econômica desafiadora, com alta taxa de desemprego e dificuldades para as empresas e famílias, reforça a necessidade dessas medidas.
Cenário Fiscal e Expectativas para 2017
O estabelecimento do teto de gastos para o governo federal foi um avanço institucional importante, criando um limite de gastos e impondo disciplina orçamentária. Apesar da melhora na confiança econômica no início do governo, a atividade econômica fraca no último trimestre e as vendas de fim de ano abaixo do esperado afetaram o otimismo. A expectativa é de um corte na taxa de juros pelo Banco Central e a consolidação do ajuste fiscal. Prevê-se uma recuperação econômica a partir do segundo trimestre de 2017, impulsionada também por uma melhora no cenário internacional, com crescimento da economia chinesa e alta nos preços de commodities exportadas pelo Brasil.
Leia também
Perspectivas e Recomendações
Embora 2017 ainda apresente desafios e dificuldades, as perspectivas são melhores do que os indicadores atuais. A recomendação é de prudência e cautela, com foco no equilíbrio dos orçamentos domésticos. A melhora econômica, embora gradual e a partir de um patamar baixo, é esperada para o segundo semestre de 2017, com a possibilidade de um ano melhor do que 2016.