Ministério Público do Trabalho aponta que Ribeirão registrou 30 denúncias do tipo em 2020; juíza do trabalho traz os detalhes
Um levantamento do Ministério Público do Trabalho revelou um aumento de 51% nas denúncias de assédio moral na capital e Grande São Paulo entre 2020 e 2021. Em Ribeirão Preto, houve estabilidade no número de denúncias, com 30 em 2021 e 29 em 2020.
O que caracteriza o assédio moral?
Segundo a juíza Marcia Cristina Sampaio-Mendes, o assédio moral é uma violência reiterada que causa humilhação, constrangimento e ofensa à dignidade da vítima. Pode se manifestar de diversas formas, como cobranças excessivas, tarefas humilhantes, ameaças e até mesmo brincadeiras que, embora aparentemente inofensivas, ferem a dignidade do trabalhador. O objetivo é desestabilizar, inferiorizar e isolar a vítima.
Responsabilidade da empresa e ações preventivas
A juíza destaca a responsabilidade da empresa, mesmo em casos de assédio entre colegas. A empresa deve fornecer canais de denúncia, anônimos se necessário, e tomar providências para punir os agressores e prevenir novos casos. Campanhas de conscientização sobre o assédio moral são fundamentais para criar um ambiente de trabalho mais saudável. A mudança de mentalidade é crucial para acabar com práticas nocivas e garantir o respeito à dignidade de todos os trabalhadores.
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A realidade dos números
Embora os números de denúncias possam parecer estáveis em algumas regiões, a juíza alerta que eles não refletem a realidade. A violência moral deixa marcas internas, e as vítimas muitas vezes demoram a perceber o assédio e a denunciá-lo, seja por medo ou por dificuldade em definir o que constitui agressão. Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) são utilizados como forma pré-judicial de solucionar o problema, permitindo que as empresas se adequem e criem ambientes de trabalho mais saudáveis.



