Sobre esse transtorno confira a explicação de Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
Episódios psicóticos, muitas vezes erroneamente chamados de “surtos”, são eventos graves que exigem atenção médica imediata. Caracterizados por alucinações e delírios, eles representam uma ruptura com a realidade, afetando profundamente a vida do indivíduo.
O que são Alucinações e Delírios?
Alucinações são alterações na percepção sensorial, onde a pessoa experimenta sensações sem estímulos externos reais. Podem incluir visões, audições (como vozes que dão ordens ou zombam), sensações táteis (como formigamento) ou olfativas. Já os delírios são crenças falsas irreais, inabaláveis mesmo diante de evidências contrárias. Exemplos incluem a crença em perseguição, em possuir poderes especiais ou em ter sido abduzido por extraterrestres.
Causas e Tratamento de Episódios Psicóticos
As causas de episódios psicóticos podem ser orgânicas (físicas), como AVCs, tumores cerebrais, infecções (incluindo sífilis e HIV) ou uso de drogas (alucinógenos, cocaína, maconha e drogas sintéticas), e até mesmo o uso de alguns medicamentos. Outras causas são de natureza funcional (psíquica). O diagnóstico é feito por um psiquiatra, que irá solicitar exames para descartar causas orgânicas e estabelecer o tratamento adequado. Este tratamento inclui medicação, psicoterapia, orientação familiar e, em muitos casos, internação psiquiátrica.
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É crucial buscar ajuda médica imediatamente ao perceber sinais como fala incoerente, comportamento estranho, risos sem motivo ou crenças irreais. Não confronte a pessoa, mas procure levá-la a uma emergência psiquiátrica ou hospitalar. O apoio familiar é essencial durante todo o processo de tratamento, que pode durar de dias a meses, dependendo da gravidade e da resposta ao tratamento. O objetivo é estabilizar o quadro, reduzir os sintomas e permitir a reintegração social do paciente, mesmo que a recuperação completa não seja sempre possível.