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Quais comportamentos podem caracterizar um transtorno alimentar?

Quem fala destes sintomas é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'
transtorno alimentar
Quem fala destes sintomas é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'

Quem fala destes sintomas é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’

A psicóloga Eliseot conversou com a apresentadora Dani sobre compulsão alimentar em um programa da CBN. A discussão começou com um exemplo cotidiano: o desejo incontrolável por churros. A especialista explicou que essa vontade específica, diferente da fome fisiológica, é a chamada “fome de boca”, e que, por si só, não configura um transtorno alimentar.

O que caracteriza a compulsão alimentar?

A compulsão alimentar se caracteriza pela ingestão de grandes quantidades de comida em curtos períodos, sem controle consciente. A especialista compara esse comportamento a uma “orgia alimentar”, onde a pessoa come sem perceber o que e quanto está ingerindo. A quantidade consumida é exagerada em comparação ao consumo habitual de outras pessoas, e não está relacionada à fome física. Para um diagnóstico, esses episódios devem ocorrer pelo menos três vezes por semana, por três meses, e vir acompanhados de sentimentos de vergonha, arrependimento e tristeza. A pessoa pode chegar ao ponto de sentir-se empanturrada, com dificuldades respiratórias.

Causas e consequências

As causas da compulsão alimentar são multifatoriais, envolvendo fatores biológicos (genética, alterações metabólicas e hormonais), psicológicos (traumas, estresse, ansiedade) e sociais (ambiente familiar, bullying, pressão social). A especialista destaca a importância de exames clínicos para descartar problemas biológicos. A compulsão alimentar pode levar ao ganho de peso excessivo, com as consequentes complicações físicas e psíquicas, além de problemas de relacionamento e quadros depressivos. A busca por ajuda profissional é crucial, pois o tratamento deve abordar os três âmbitos: biológico, psicológico e social.

A conversa finaliza com reflexões sobre a influência da mídia e das redes sociais na saúde mental e nos comportamentos alimentares, reforçando a necessidade de um olhar abrangente para o problema da compulsão alimentar, que vai além da questão estética e engloba a saúde mental e emocional.

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