Será que os ‘jogos mortais’ podem desencadear algum conduta violenta? Confira a análise de Danielle Zeoti no ‘CBN Comportamento’
A série Round 6, sucesso mundial da Netflix, gerou debates acalorados sobre seus impactos psicológicos. Seu enredo violento e a identificação do público com os personagens levantaram questionamentos importantes sobre a influência da arte na vida real.
A Atração pela Violência em Round 6
A psicóloga Dani-eli Zeotti analisa o fascínio pela série, sugerindo que a arte nos transporta para experiências que não vivemos, permitindo fantasiar e sentir emoções intensas. A identificação com a miséria, tanto financeira quanto emocional, dos personagens é um fator crucial para o impacto da série. A miséria interna, conflitos familiares e a falta de perspectivas de futuro criam uma ressonância com as próprias angústias do público.
Impactos em Crianças e Adolescentes
A especialista questiona a classificação indicativa de 16 anos, argumentando que crianças e adolescentes, com personalidades em desenvolvimento, precisam de mais suporte para processar o conteúdo violento e complexo da série. A série demanda energia que poderia ser utilizada em atividades essenciais para o desenvolvimento infantil e adolescente. A recomendação é que pais e educadores estejam presentes para auxiliar na elaboração do conteúdo e na compreensão da ficção.
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Reflexões sobre a Natureza Humana
Round 6 explora o impulso primitivo de sobrevivência e a busca pelo poder em meio à miséria. A formação de grupos e as estratégias de sobrevivência dos personagens refletem a complexidade da natureza humana, com personagens que demonstram tanto sociopatia quanto altruísmo. A série, portanto, serve como um espelho, refletindo a capacidade humana para o bem e para o mal. A psicóloga recomenda a série para adultos, pois a capacidade de lidar com conflitos e dificuldades é fundamental para a maturidade psíquica.
Em suma, Round 6, apesar de sua violência explícita, provoca uma reflexão profunda sobre a condição humana e a busca pelo poder em situações extremas. A discussão sobre sua classificação indicativa e os impactos psicológicos em diferentes faixas etárias permanece relevante, destacando a importância do diálogo e do acompanhamento para a compreensão do conteúdo.