Período costuma ser muito intenso e tem impacto em muitas das nossas decisões; psicóloga, Jéssica Fuliotto, comenta
O Carnaval: entre a folia e os gatilhos mentais
O que são gatilhos mentais e como o Carnaval os ativa?
De acordo com a psicóloga Jéssica Folioto, gatilhos mentais são estímulos que reativam emoções, lembranças e desconfortos, podendo levar a comportamentos disfuncionais. No Carnaval, esses gatilhos podem ser exacerbados pelo ambiente festivo, álcool e o efeito manada, resultando em ações impulsivas e arrependimentos posteriores. A especialista destaca a frase “eu mereço”, frequentemente usada como justificativa para excessos, principalmente relacionados ao consumo de álcool.
O impacto do coletivo e a influência do álcool
A energia coletiva do Carnaval, impulsionada pela música e pela multidão, contribui para a intensificação de emoções e comportamentos. O álcool, por sua vez, atua como um intensificador, reduzindo a capacidade de raciocínio e aumentando a impulsividade. A psicóloga ressalta que o álcool não é o único vilão, mas sim um catalisador de comportamentos já existentes, potencializando atitudes negativas e exacerbando os gatilhos mentais. A busca por aceitação social também pode levar as pessoas a se comportarem de forma contrária aos seus princípios, seguindo a onda do grupo.
Leia também
Equilíbrio entre a folia e a responsabilidade
Embora o Carnaval seja um período de alegria e descontração, é fundamental ter consciência dos próprios limites e dos potenciais riscos associados aos gatilhos mentais e ao consumo de álcool. A psicóloga destaca a importância de respeitar os limites individuais, aproveitar a festa com moderação e estar atento aos sinais de descontrole. Para aqueles que sofrem de transtornos como depressão ou ansiedade, o Carnaval pode ser um período desafiador, exigindo planejamento e cuidado na volta à rotina. O retorno à realidade após um período de intenso relaxamento pode ser difícil, demandando um preparo mental e emocional para evitar crises e garantir o bem-estar.



