Segundo a advogada Larissa Brito, o aumento nos canais de denúncia e a conscientização têm ajudado no combate
O aumento nos casos de violência sexual contra mulheres é um problema alarmante que exige atenção imediata. Em Ribeirão Preto, a presidente da Comissão da Mulher da UAB, Larissa Brito, discute os desafios e as iniciativas para combater esse crime.
A importância da conscientização
Larissa Brito destaca a conscientização como ferramenta fundamental para identificar e combater a violência sexual. A discussão precisa ir além de datas simbólicas, como atrássto (mês de combate à violência contra a mulher), e se manter presente durante todo o ano. A sociedade precisa ser capaz de reconhecer situações de violência e buscar formas de ajudar as vítimas a sair dessas situações.
Atendimento especializado e acompanhamento
Ribeirão Preto conta com o CEAVIDAS, um serviço especializado para mulheres vítimas de violência sexual, ligado ao Hospital das Clínicas. Esse serviço oferece acompanhamento psicológico, clínico e jurídico, garantindo um atendimento interdisciplinar completo às vítimas. A diferença entre os dados de estupro e estupro de vulnerável (que aumentou significativamente) demonstra a necessidade de estratégias específicas para cada tipo de violência, considerando as vulnerabilidades de crianças e adolescentes.
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Responsabilidade dos pais e o papel da lei
A maioria dos casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes ocorre dentro do próprio lar, dificultando a denúncia. A responsabilidade dos pais é crucial, e a perda da guarda pode ocorrer em casos de falha na proteção da criança. Investigações são realizadas para avaliar a situação e determinar as medidas legais apropriadas, sempre resguardando os direitos da criança ou adolescente. A questão do aborto em casos de estupro é um tema complexo, mas a lei prevê o aborto legal para vítimas de violência sexual, seguindo protocolos específicos, como os do CEAVIDAS em Ribeirão Preto. A prioridade é garantir a segurança da vítima.
A participação da sociedade e dos estabelecimentos é essencial para combater a violência sexual. Uma lei estadual de 2023 determina que os estabelecimentos criem protocolos para auxiliar mulheres em situação de abuso. A criação de mecanismos de denúncia e acolhimento, além da conscientização da população, são passos importantes para enfrentar esse problema. A discussão aberta e contínua sobre o tema é fundamental para que a sociedade como um todo se mobilize e contribua para a proteção das mulheres e crianças vítimas de violência sexual.



