Confira a análise do economista e professor da faculdade de economia e administração da USP de Ribeirão, Luciano Nakabashi
A inflação de junho de 2023 atingiu o maior patamar desde 2018, fechando em 0,53% e acumulando 12% em 12 meses. O economista e professor da USP de Ribeirão Preto, Luciano Nakabashi, analisou os fatores que contribuíram para esse aumento.
Causas da Alta Inflacionária
Segundo Nakabashi, o aumento da inflação é um processo contínuo observado desde 2020. Diversos fatores contribuíram para esse cenário, incluindo a alta do câmbio, apesar de sua recente retração; o aumento no preço internacional de commodities como soja e minério; e problemas nas cadeias produtivas que afetaram a oferta de insumos, especialmente na construção civil. Um fator crucial foi o aumento dos preços de energia elétrica, petróleo e gás, impulsionado por fatores internacionais e pela seca, que impactou a geração hidrelétrica.
A Dificuldade de Controlar Preços
Questionado sobre a dificuldade do governo em controlar os preços de produtos básicos como carne, combustíveis e gás, Nakabashi explicou que a situação é complexa. No caso da Petrobras, por exemplo, trata-se de uma empresa de economia mista que opera com base em preços de mercado, limitando a interferência governamental. Quanto à energia elétrica, a dependência da matriz hidrelétrica brasileira a torna vulnerável a secas, reduzindo a oferta e elevando os preços. Soluções de longo prazo, como a diversificação da matriz energética, são necessárias para mitigar esses impactos.
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Perspectivas e Implicações
O aumento da inflação impacta diretamente a população, especialmente aqueles que estão desempregados. A situação exige planejamento a longo prazo para evitar crises futuras e amenizar os efeitos negativos sobre a população, considerando o alto índice de desemprego no país.



