Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
Desastres publicitários de 2016: Toblerone e a redução de tamanho
Em 2016, diversas marcas cometeram erros em suas campanhas publicitárias. Um caso emblemático foi o do chocolate Toblerone, que reduziu o tamanho de suas barras sem alterar o preço. Essa decisão gerou grande repercussão negativa nas redes sociais, pois feriu a legislação brasileira que proíbe a redução da quantidade de produto sem aviso prévio. A estratégia da marca, de justificar a mudança com a inflação, não convenceu o público, que criticou a falta de transparência.
A polêmica da modelo excessivamente magra
Outra campanha que gerou controvérsia foi a da marca Gutt, que utilizou uma modelo extremamente magra em sua publicidade. A Advertising Standards Authority (ASA) considerou a imagem da modelo como apática e doentia, além de desproporcional. A escolha gerou críticas, pois reforça padrões de beleza irreais e prejudiciais à saúde. A ASA julgou a campanha inadequada, mostrando que a indústria publicitária precisa se atentar à representação de corpos e à promoção de uma imagem saudável.
Campanha de escola de natação com imagem de menino sírio
Uma campanha de uma escola de natação no Rio Grande do Sul utilizou a imagem de um menino sírio morto por afogamento. A peça publicitária, impressa, buscava associar a imagem à mensagem de aprender natação para evitar acidentes. Essa escolha foi considerada extremamente insensível e gerou indignação por banalizar uma tragédia e demonstrar falta de respeito com as vítimas de conflitos internacionais. A falta de bom senso e a ausência de uma análise mais cuidadosa do impacto da imagem demonstram a necessidade de maior responsabilidade social na criação de campanhas publicitárias.
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Em resumo, os exemplos citados demonstram a importância de planejamento, sensibilidade e respeito à legislação na criação de campanhas publicitárias. A falta dessas qualidades pode resultar em danos à imagem da marca e gerar consequências negativas para a sociedade.



