Médico cardiologista Fernando Nobre comenta sobre novidades que deveremos ver em prática nos próximos anos na área da saúde
Inteligência Artificial na Medicina: Uma Nova Era?
A inteligência artificial (IA) está revolucionando diversos setores, e a medicina não é exceção. Com o advento de modelos de linguagem ampla como o ChatGPT e ferramentas da OpenAI, o uso da IA em diagnósticos, tratamentos e atendimento ao paciente se torna cada vez mais presente. A polêmica propaganda com a imagem gerada por IA de Elis Regina, por exemplo, ilustra o impacto crescente dessa tecnologia e a necessidade de discussão sobre seus aspectos éticos e legais.
Desafios Éticos e Legais da IA na Cardiologia e na Medicina
O uso de IA na medicina levanta importantes questões éticas e legais. A privacidade dos dados de pacientes, a regulamentação de dispositivos médicos que utilizam IA, a concorrência no mercado, os direitos de propriedade intelectual, a segurança cibernética e a responsabilidade civil são apenas alguns dos desafios que precisam ser enfrentados pelos reguladores em todo o mundo. A extração de dados de pacientes da web, por exemplo, precisa ser regulamentada para garantir o consentimento e a proteção da informação pessoal, como preconiza o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia. O ChatGPT, por exemplo, está sob investigação na Europa para avaliar sua conformidade com o RGPD.
IA: Uma Ferramenta de Dupla Face
A IA generativa pode ser uma ferramenta poderosa para o bem, auxiliando na verificação de logs digitais, na identificação de padrões em vulnerabilidades e na melhoria dos sistemas de segurança cibernética na área médica. No entanto, também apresenta riscos, como a manipulação de informações, a geração de ataques fraudulentos e a disseminação de desinformação. Assim como em outras grandes inovações tecnológicas, a IA na medicina apresenta uma dualidade: o potencial para o bem e o risco de uso malicioso. A chave está em desenvolver mecanismos para mitigar os riscos e garantir o uso responsável e ético dessa tecnologia em benefício da saúde.
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Em suma, a inteligência artificial se apresenta como uma ferramenta poderosa na área da saúde, mas seu uso requer cautela e regulamentação para evitar abusos e garantir a proteção dos pacientes. A discussão sobre os aspectos éticos e legais é fundamental para que a IA contribua para o avanço da medicina de forma segura e benéfica.