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Quais medidas devem ser tomadas para preservar os pontos de recarga do Aquífero Guarani?

Vera Lúcia Milhorini, arquiteta e urbanista, fala sobre a urgência de agir sobre esse tema para evitar crises futuras
Preservação Aquífero Guarani
Vera Lúcia Milhorini, arquiteta e urbanista, fala sobre a urgência de agir sobre esse tema para evitar crises futuras

Vera Lúcia Milhorini, arquiteta e urbanista, fala sobre a urgência de agir sobre esse tema para evitar crises futuras

A construção civil na zona leste de Ribeirão Preto avança sobre áreas de recarga do Aquífero Guarani, levantando preocupações sobre a preservação ambiental. Uma lei estadual determina a instalação de sinalização para conscientizar a população sobre a necessidade de preservação, mas sua implementação enfrenta entraves burocráticos no município.

O Aquífero Guarani e seus Riscos

O Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce do mundo, abrangendo Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, é comparado a uma esponja, absorvendo água da chuva em áreas de recarga. A impermeabilização do solo e a contaminação representam sérios riscos para este recurso hídrico essencial, com consequências drásticas já observadas em outras regiões do mundo. Especialistas alertam para o rebaixamento do nível da água há décadas, um problema agravado pela crescente pressão imobiliária.

Ações de Preservação e os Desafios

Apesar de um plano de criação de um parque ambiental em 2018 para a preservação do aquífero não ter se concretizado, a legislação de Ribeirão Preto, desde 2004, já prevê a reserva de 35% das áreas para espaços verdes em novos empreendimentos. No entanto, a pressão do mercado imobiliário dificulta a implementação dessas medidas. A cidade depende totalmente da água subterrânea do Aquífero Guarani para seu abastecimento, consumindo mais água do que a capacidade natural de reposição. Além disso, problemas com a distribuição de água e práticas como lavar calçadas com mangueira agravam a situação.

A Necessidade de Ação Coletiva

A conscientização da população é crucial para a preservação do Aquífero Guarani. A instalação de placas informativas, a criação do parque ambiental e a fiscalização da legislação são medidas urgentes. A sustentabilidade do crescimento urbano exige um esforço conjunto do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil para proteger esse recurso vital, evitando consequências irreversíveis para o futuro de Ribeirão Preto.

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