Além de garantir o acesso para todos, campo da tecnologia enfrenta desafios como a proteção dos dados dos usuários; saiba mais!
Inovações tecnológicas têm transformado a forma como as pessoas se relacionam, Quais os desafios para democratizar o, consomem e produzem, gerando desafios e dilemas éticos. Dalton Marks, gerente de desenvolvimento econômico do Superaparque Tecnológico de Ribeirão Preto, destacou que a privacidade dos dados é um dos principais desafios da inovação.
“O ser humano está sempre conectado, gerando dados em diversas situações, como trânsito, trabalho e lazer. Esses dados são usados comercialmente, mas nem todos querem ser monitorados constantemente. Crianças e adolescentes, por exemplo, podem não ter maturidade para lidar com o que é ofertado a partir desses dados. Embora existam mecanismos para proteger a privacidade, na prática, poucos os utilizam, tornando a privacidade quase uma ilusão.”
Desafios éticos da privacidade e segurança dos dados
Dalton Marks ressaltou que a segurança dos dados pessoais é um direito fundamental garantido pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece diretrizes rigorosas para coleta, armazenamento e uso dessas informações. A lei exige consentimento explícito dos usuários, justificativas para tratamento de dados sensíveis e mecanismos para garantir a segurança, além de obrigar a notificação em caso de vazamento.
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“Apesar da regulamentação, o desafio é garantir o cumprimento efetivo das normas. Em dezembro de 2024, o Banco Central divulgou o vazamento de dados de 1.500 pessoas participantes de uma pesquisa sobre hábitos de uso de meios de pagamento, expondo informações como nome, endereço, telefone, renda e preferências.”
Vazamentos frequentes podem expor pessoas a golpes financeiros e outros prejuízos. Para aumentar a segurança, recomenda-se autenticação de duas etapas, criação de senhas fortes, cuidado no compartilhamento de informações pessoais, atenção a links suspeitos e manter sistemas e aplicativos atualizados.
Desigualdade no acesso à tecnologia: Outro desafio destacado é a desigualdade no acesso à tecnologia, que pode ser causada por falta de infraestrutura, alto custo de produtos e serviços, e carência no sistema educacional. Durante a pandemia de covid-19, muitas crianças enfrentaram dificuldades para estudar online por não terem dispositivos adequados ou acesso à internet de qualidade.
“Segundo dados da ONU para o período de 2021 a 2025, aproximadamente um terço da população mundial ainda não tem acesso frequente e de boa qualidade à internet. Essa exclusão digital afeta o mercado de trabalho e o acesso a oportunidades educacionais, aprofundando desigualdades econômicas e sociais.”
Dependência tecnológica e impactos geopolíticos
Dalton Marks também apontou a dependência tecnológica dos países em desenvolvimento em relação às grandes potências, como Estados Unidos, China, Japão e Coreia do Sul, que detêm muitas tecnologias. Essa dependência pode comprometer a soberania econômica e a capacidade de decisão em situações críticas, como emergências sanitárias ou climáticas.
“A pandemia evidenciou dificuldades do Brasil em importar respiradores e vacinas, que chegaram primeiro aos países desenvolvidos. Tornar o acesso às inovações mais universal, considerando as diferentes regiões do país e do mundo, é um grande desafio para a sociedade.”
Dalton Marks finalizou destacando a importância de minimizar as desigualdades para que todos possam usufruir das inovações tecnológicas.