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Quais os impactos à saúde com a baixa umidade relativa do ar?

Final de semana deve ter índice abaixo dos 30% na região; ouça a entrevista com a professora da USP, Lúcia Campos
Quais os impactos à saúde
Final de semana deve ter índice abaixo dos 30% na região; ouça a entrevista com a professora da USP, Lúcia Campos

Final de semana deve ter índice abaixo dos 30% na região; ouça a entrevista com a professora da USP, Lúcia Campos

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta de perigo potencial devido à baixa umidade do ar, Quais os impactos à saúde, que afeta cidades da região de Ribeirão Preto, incluindo a própria Ribeirão Preto e Araraquara. Para o próximo fim de semana, a umidade relativa do ar pode variar entre 20% e 30%, níveis considerados críticos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda um índice ideal de 60%.

Alerta sobre a qualidade do ar na região

Em entrevista à Rádio CBN, Quais os impactos à saúde, a professora de Química Ambiental da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, Lúcia Campos, explicou que a qualidade do ar na região apresenta problemas persistentes, principalmente relacionados à concentração de material particulado na atmosfera. Segundo a especialista, dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) indicam que o material particulado é o parâmetro mais crítico monitorado ao longo das últimas duas décadas.

Impacto da queima de vegetação e material particulado: Historicamente, a queima da palha da cana-de-açúcar era apontada como a principal fonte de poluição atmosférica na região. No entanto, a interrupção dessa prática não resultou em melhora significativa na qualidade do ar. Lúcia Campos esclareceu que a queima da palha foi substituída por outras formas de queima de vegetação, muitas vezes realizadas de maneira criminosa ou acidental, o que mantém altos níveis de poluição.

O material particulado consiste em partículas finas suspensas no ar, que podem ser observadas como uma névoa no horizonte, especialmente em condições de baixa umidade e ausência de chuva. Essas partículas permanecem suspensas devido à falta de umidade para que se aglutinem e precipitem, além da ausência de ventos que favoreçam sua dispersão. Atualmente, a região enfrenta ventos quase nulos, o que contribui para a permanência dessas partículas no ar.

Consequências para a saúde pública: O material particulado é inalável e pode penetrar profundamente nos pulmões, causando danos à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios. A professora Lúcia Campos comparou a exposição a esse tipo de poluição ao ato de fumar, pois as pessoas respiram toxinas sem perceber. Ela recomenda a ingestão de bastante água para ajudar na eliminação dessas partículas pelo organismo.

Orientações para atividades físicas e cuidados

Em relação à prática de exercícios físicos, a especialista destacou que, apesar da umidade relativa do ar aumentar no início da noite, a concentração de material particulado pode ser maior nesse período devido à menor dispersão atmosférica. Isso ocorre porque o ar frio da noite dificulta a elevação das partículas, concentrando-as em altitudes mais baixas.

Portanto, a recomendação é que, em condições extremas de poluição e baixa umidade, as atividades físicas sejam realizadas em ambientes fechados e controlados, como academias com ar-condicionado, para minimizar a inalação de partículas nocivas.

Entenda melhor

Material particulado refere-se a partículas sólidas ou líquidas suspensas no ar, que podem incluir poeira, fuligem, fumaça e gotículas líquidas. Essas partículas são classificadas por tamanho, sendo as menores (PM2,5) as mais perigosas para a saúde humana, pois penetram profundamente nos pulmões e podem causar doenças respiratórias e cardiovasculares.

A baixa umidade do ar contribui para a permanência dessas partículas na atmosfera, já que a umidade ajuda a aglutinar as partículas, facilitando sua queda e remoção do ar. A ausência de ventos e chuvas agrava ainda mais a situação, mantendo a poluição atmosférica elevada por períodos prolongados.

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