Nelson Rocha Augusto analisa a manutenção das medidas restritivas no estado; confira a coluna ‘CBN Economia’
O governo paulista decidiu prorrogar a fase de transição, uma medida que impacta diretamente a economia do estado. Para entender melhor as consequências dessa decisão, conversamos com Nelson Rocha.
Impactos Econômicos da Prorrogação da Fase de Transição
Segundo Nelson Rocha, a principal consequência da falta de um combate mais rígido e abrangente à pandemia, aliado à baixa taxa de vacinação, é a instabilidade econômica. A pressão sobre o sistema de saúde, com UTIs lotadas e aumento de casos, leva a medidas restritivas que prejudicam as atividades econômicas. Essa incerteza, somada à falta de uma postura centralizada do governo federal no combate à pandemia, resulta em destruição de empresas, empregos e expectativas. A região de São Paulo, atualmente epicentro da pandemia no estado, sofre impactos significativos, com aumento do desemprego e dificuldades econômicas.
A Necessidade do Combate à Pandemia para a Recuperação Econômica
Rocha destaca que o combate à doença é fundamental para a recuperação econômica. Medidas como lockdown, uso de máscara, higiene das mãos e vacinação são essenciais para criar condições favoráveis ao crescimento econômico. Embora a economia tenha apresentado sinais de recuperação, o avanço da pandemia freia esse processo. Com o controle da doença, a economia poderá crescer significativamente.
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Cenário Fiscal e Mercado de Trabalho
Apesar das dificuldades, há alguns indicadores positivos. A melhora na arrecadação de impostos, impulsionada pela recuperação econômica do primeiro trimestre, contribui para um cenário fiscal menos crítico. A lucratividade das grandes empresas e o aumento do consumo também contribuíram para esse resultado. No entanto, o mercado de trabalho ainda apresenta desafios. Embora haja contratações em setores como construção civil e agronegócio, o número de vagas ficou abaixo do esperado em abril, e a taxa de desemprego permanece alta, atingindo o maior índice da série histórica em 2012.
Para uma recuperação econômica mais sólida, é necessário um combate eficaz à pandemia, aliado a políticas que promovam o crescimento econômico e a geração de empregos. A combinação de vacinação em massa, medidas de restrição e um cenário fiscal mais favorável são cruciais para um segundo semestre mais positivo.