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Quais os impactos da redução dos preços dos automóveis na frota ribeirão-pretana?

Luciano Nakabashi, professor da Fundace FEA USP Ribeirão, fala sobre os desdobramentos das medidas governamentais na cidade
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Luciano Nakabashi, professor da Fundace FEA USP Ribeirão, fala sobre os desdobramentos das medidas governamentais na cidade

Luciano Nakabashi, professor da Fundace FEA USP Ribeirão, fala sobre os desdobramentos das medidas governamentais na cidade

Ribeirão Preto, com cerca de 720 mil habitantes (IBGE), possui uma frota de veículos superior a 520 mil, sendo mais de 308 mil carros. Desde 2018, a cidade se mantém entre as 20 com maior frota do Brasil. Com o recente anúncio do governo federal sobre corte de impostos para carros populares (até 10,96%), surge a questão: isso impactará a frota ribeirão-pretana?

Análise do Impacto na Frota

Segundo o professor Luciano Nakabashi, da Fundação e da FEA-USP, a redução de impostos deve aumentar as vendas de veículos, impactando positivamente a frota. No entanto, ele acredita que o impacto não será extremamente significativo, pois outros fatores econômicos também influenciam as vendas de automóveis. A política governamental tende a acelerar as vendas de veículos mais baratos, aumentando a quantidade de carros em circulação no país.

Desafios da Indústria Automobilística

O professor Nakabashi destaca os desafios enfrentados pela indústria automobilística, como férias coletivas em montadoras e o aumento do preço dos carros, que deixaram de ser tão populares, custando hoje a partir de R$ 65 mil ou R$ 70 mil. Ele acredita que a redução de impostos dará um respiro à indústria, mas a sustentabilidade do setor depende de inovação (carros híbridos e elétricos), infraestrutura adequada e aumento da renda da população brasileira.

Perspectivas para Veículos Limpos

Sobre a popularização de carros movidos a energia limpa, o professor afirma que ainda há um longo caminho a percorrer no Brasil. Isso se deve ao custo de produção mais elevado desses veículos, à necessidade de incentivos governamentais, e à infraestrutura necessária para sua utilização. Embora seja uma tecnologia promissora e menos poluente, a sua adoção depende de políticas públicas e investimentos em infraestrutura, sendo atualmente uma realidade mais presente em países desenvolvidos.

A redução de impostos, segundo o professor, incidirá principalmente sobre o IPI, dependendo do preço do veículo, nível de emissão de poluentes e conteúdo nacional. A combinação desses fatores resultará em um desconto máximo de 10,4% a 10,5%, embora a forma exata de cálculo ainda não esteja totalmente definida. O aumento no preço dos carros usados durante a pandemia e a consequente valorização também impactarão o mercado, com uma possível redução nos preços dos usados à medida que os preços dos carros novos diminuírem. Em Ribeirão Preto, a tendência é de aumento da frota, mas o professor acredita que o impacto será pequeno, representando mais uma compensação de quedas anteriores do que um grande aumento. A compra de um veículo, principalmente financiada, exige planejamento financeiro para evitar problemas futuros.

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