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Quais os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul no abastecimento brasileiro?

Consultor de agronegócio, José Luiz Coelho, fala sobre o estado de calamidade no Sul do país e explica os impactos no agro
enchentes Rio Grande do Sul
Consultor de agronegócio, José Luiz Coelho, fala sobre o estado de calamidade no Sul do país e explica os impactos no agro

Consultor de agronegócio, José Luiz Coelho, fala sobre o estado de calamidade no Sul do país e explica os impactos no agro

O Rio Grande do Sul enfrenta uma situação de emergência sem precedentes após fortes chuvas que causaram inundações generalizadas. Mais de 90 mortes foram registradas, dezenas de pessoas estão desaparecidas e centenas de famílias perderam seus lares e seus meios de subsistência. Além do sofrimento humano, os prejuízos econômicos são imensos, afetando principalmente o agronegócio, setor crucial da economia gaúcha.

Impactos no Agronegócio

O setor agrícola gaúcho sofreu perdas significativas. Com chuvas de até 627 milímetros em 72 horas, em algumas regiões, a infraestrutura não suportou o volume de água. A colheita de soja, que estava em 70% de conclusão, foi interrompida, com 30% da produção ainda no campo, submersa. A situação é semelhante para o arroz, com cerca de 20% da produção perdida. O consultor de negócios do agronegócio, José Luís Coelho, destaca que não se trata de uma enchente, mas de uma catástrofe de proporções inéditas.

Preços e Abastecimento

A destruição das lavouras terá consequências no abastecimento e nos preços de produtos básicos como arroz e soja. Embora o Brasil seja um grande exportador de arroz, o Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 90% da produção nacional. A perda de produção pode levar a um desabastecimento e consequente aumento de preços. A soja, base da alimentação animal, também será afetada, impactando a produção de carne suína e aves. Coelho destaca que o impacto no preço da soja pode causar um efeito cascata em outros produtos agrícolas.

Embora a situação seja grave, Coelho acredita que o Brasil não precisará recorrer à importação de arroz e feijão em larga escala. A produção diversificada em outras regiões do país, aliada à tecnologia e à capacidade de adaptação do setor agrícola, permitirá suprir a demanda, mesmo que com impacto nos preços. A prioridade imediata, no entanto, é a solidariedade e o apoio às famílias atingidas pela tragédia, com doações de alimentos, medicamentos e água potável.

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