Especialista em Direito Público, Luis Eugênio Scarpino, comenta os desafios das entidades em desarticular notícias falsas
As eleições de 2022 apresentaram um desafio significativo em relação à proliferação de fake news, um problema que vem se intensificando desde as eleições de 2016 e 2018 em outros países, como Reino Unido e Estados Unidos. A desinformação não se limita a mentiras completas, mas também inclui a deturpação de informações verdadeiras, retirando-as de seu contexto para induzir o eleitor ao erro.
O Desafio da Verificação
O combate às fake news é um desafio para a mídia e para a sociedade como um todo. A ampla disseminação de informações pelas redes sociais, embora democratize a voz, também facilita a propagação de desinformação. Existe até mesmo uma indústria dedicada à criação e disseminação deliberada de notícias falsas, o que dificulta a busca por informações confiáveis para o eleitor.
O Papel da Mídia Tradicional e Ferramentas de Verificação
Neste cenário, a mídia tradicional (rádio, televisão, jornais e revistas) desempenha um papel crucial na disseminação de informações verificadas. Apesar das críticas, esses veículos buscam apurar fatos e apresentar a verdade factual aos seus leitores e telespectadores. Além disso, diversas agências de checagem estão disponíveis para auxiliar na verificação da veracidade de informações recebidas por meio de diferentes canais.
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A Importância do Diálogo e da Busca por Informações Diversificadas
A desinformação se aproveita do chamado “efeito bolha” nas redes sociais, onde o usuário recebe apenas informações que reforçam suas crenças pré-existentes, impedindo o acesso a diferentes perspectivas e debates. Para combater isso, é fundamental buscar informações de fontes diversas e manter um diálogo aberto, confrontando diferentes pontos de vista. A maturidade democrática exige eleitores bem informados e dispostos a buscar a verdade, mesmo que isso signifique confrontar suas próprias convicções.



