José Carlos de Lima Júnior fala da preocupação com as pequenas cooperativas que dependem da produção para arcar com as despesas
A situação no Rio Grande do Sul é preocupante em diversos aspectos: vida, saúde, social, pessoal, emocional e financeiro. Os prejuízos na agricultura e pecuária são significativos, com perdas estimadas em quase 10% na produção de grãos, mas com impactos muito maiores em algumas regiões.
Impacto Financeiro e as Pequenas Cooperativas
A crise afeta principalmente os pequenos produtores, altamente dependentes das cooperativas locais para crédito. Com a quebra de safra, esses produtores terão dificuldades para honrar seus compromissos, colocando em risco a saúde financeira das cooperativas, muitas já fragilizadas por crises climáticas anteriores (2021, 2022 e 2023). A situação é ainda mais crítica em regiões onde as perdas chegam a 90% ou 100% da produção.
Desdobramentos Regionais e o Efeito Cascata
A análise por micro-região revela a complexidade do problema. Em cidades como Cor de Aerópolis, a combinação de perdas na produção de grãos, soja e leite, com danos em estoques devido às chuvas excessivas, ilustra a dimensão da catástrofe. O impacto não se limita ao Rio Grande do Sul; trata-se de um problema nacional com consequências econômicas para todo o Brasil.
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Consequências para o Brasil e Ribeirão Preto
A necessidade de auxílio governamental ao Rio Grande do Sul pressionará ainda mais as finanças públicas nacionais, já comprometidas. Este aumento do endividamento terá um efeito cascata, impactando os preços dos alimentos e afetando regiões como Ribeirão Preto, fortemente ligadas ao agronegócio. A situação é grave e requer uma resposta coordenada e eficaz para minimizar os danos.