Quem explica é o pediatra Ivan Savioli Ferras no quadro ‘Filhos e Cia’
A violência contra crianças e adolescentes é um problema alarmante no Brasil, como demonstrado por dados recentes. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, mais de 100 mil crianças e adolescentes morreram vítimas de agressão entre 2010 e 2020. Em 2017, foram notificados mais de 120 mil casos de violência contra crianças e adolescentes, quase um quarto envolvendo crianças de até quatro anos.
Tipos de Violência e suas Sequelas
O pediatra Dr. Ivã Saviola Ferras classifica a violência em três tipos: física, sexual e psicológica. A violência sexual é a mais comum entre as notificadas, representando 60% a 70% dos casos. Embora a violência física deixe marcas evidentes como hematomas e fraturas, a violência sexual e a psicológica causam sequelas profundas e duradouras, podendo afetar a vida do indivíduo para sempre. A gravidade das consequências varia, podendo ir de danos menores até a morte.
A Importância da Denúncia
A pandemia intensificou a violência doméstica, incluindo a violência contra crianças e adolescentes. Diante disso, a denúncia se torna crucial. Qualquer cidadão que suspeite de violência contra uma criança, seja física, sexual ou psicológica, tem o dever de notificar as autoridades competentes, como o Disque 100, o Ministério Público ou o Conselho Tutelar. A intervenção imediata pode ser a última chance de salvar a vida da criança.
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Ação Coletiva para a Proteção Infantil
A discussão sobre a violência contra crianças e adolescentes precisa ser ampliada, envolvendo a sociedade como um todo. Profissionais de saúde, como pediatras, desempenham um papel fundamental na identificação e notificação de casos. A conscientização e a denúncia são armas essenciais para combater esse problema e proteger nossas crianças.