Confira a opinião do Diretor do Sindicado das Distribuidoras de Combustíveis, Flávio Navarro
A Petrobras anunciou um reajuste nos preços da gasolina e do diesel, impactando diretamente motoristas em Ribeirão Preto e região. Flávio Navarro, do sindicato brasileiro das distribuidoras de combustíveis, explica a situação.
Reajuste e Falta de Combustível
Segundo Navarro, a situação é inédita. Na semana passada, a Petrobras não forneceu combustível a nenhum distribuidor desde segunda-feira, justamente após o anúncio do aumento. Essa ação, segundo Navarro, foi uma estratégia da Petrobras para forçar a venda do combustível ao preço reajustado, maximizando seus lucros. A falta de alternativas de compra no Brasil, além da Petrobras, deixa os distribuidores em situação vulnerável.
Influência Política e Ideologia na Petrobras
Navarro aponta uma possível influência política na Petrobras, alegando que a presença de diretores com ideologia de esquerda, nomeados em gestões anteriores, cria um conflito com a atual administração. Essa disputa interna, segundo ele, contribui para a instabilidade de preços e a falta de transparência na formação dos valores praticados ao consumidor.
Leia também
Impacto no Consumidor e Soluções Possíveis
O impacto no consumidor é significativo, com aumentos nos preços do diesel e, consequentemente, do etanol. Navarro sugere uma solução que envolve uma média entre o preço do petróleo refinado no Brasil (80%) e o preço internacional (20%), o que poderia reduzir o preço final em cerca de R$ 1,50 por litro. Ele também destaca a necessidade de uma redução do ICMS em todos os estados para aliviar o custo final para o consumidor. A situação atual, segundo Navarro, é agravada pela guerra na Ucrânia, pela alta do preço do barril de petróleo e pelos efeitos da pandemia.
A situação dos combustíveis no Brasil permanece complexa, com diversos fatores influenciando os preços. A falta de transparência, a disputa política interna na Petrobras e os eventos internacionais contribuem para a instabilidade e o aumento dos custos para o consumidor. A busca por soluções que equilibrem os interesses da Petrobras, do governo e da população é fundamental para amenizar os impactos negativos no bolso do brasileiro.



