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Quais os motivos que levam jovens a se envolverem em atividades criminosas?

Região de Ribeirão Preto registrou dois casos em que pessoas com menos de 25 anos estavam envolvidas; criminalista analisa
Quais os motivos que levam jovens
Região de Ribeirão Preto registrou dois casos em que pessoas com menos de 25 anos estavam envolvidas; criminalista analisa

Região de Ribeirão Preto registrou dois casos em que pessoas com menos de 25 anos estavam envolvidas; criminalista analisa

A participação de jovens em atividades criminosas tem aumentado em Ribeirão Preto, Quais os motivos que levam jovens, conforme mostram dois casos recentes. Na madrugada de terça-feira, um jovem de 21 anos morreu após ser baleado em confronto com a polícia ao tentar furtar uma obra da prefeitura. Ele estava acompanhado por outros quatro homens, dos quais dois foram presos e dois continuam foragidos.

Em outro episódio, um adolescente de 15 anos foi apreendido com mais de 400 pinos de cocaína na porta de uma escola municipal. O jovem foi levado à delegacia da infância e juventude e posteriormente liberado para a família. Também houve registro de agressão a um jovem que circulava pelas ruas de um bairro de Ribeirão Preto com um trenzinho; ele foi atacado com pauladas e outros objetos por um grupo formado por menores e adolescentes.

Fatores sociais e vulnerabilidade: O criminólogo Gian Alves explica que a vulnerabilidade social e econômica é um fator determinante para o envolvimento de jovens com a criminalidade, especialmente em delitos patrimoniais e tráfico de drogas. Segundo ele, a falta de políticas públicas não criminais, como oportunidades educacionais e sociais, contribui para que jovens sejam captados pelo crime organizado ou atuem em crimes circunstanciais.

Importância da família e da escola: Gian destaca que o controle social informal, exercido pela família, comunidade e escola, é fundamental para direcionar os jovens a ampliar suas oportunidades e evitar a adesão ao crime. Ele ressalta que o déficit de apoio afetivo e educacional pode levar o jovem a acreditar que o crime compensa, apesar dos riscos de prisão ou morte em confronto policial.

Impacto da repressão policial: O criminólogo alerta que a atividade policial deve ser a exceção e não a regra no combate à criminalidade juvenil. Ele defende que o patrulhamento ostensivo, como o realizado por guardas civis municipais e forças táticas, deve priorizar a cidadania e a educação, investindo principalmente em prevenção, como programas educacionais em parceria com escolas.

Prevenção e reinserção social: Para Gian Alves, o investimento em políticas públicas que ofereçam oportunidades desde a infância até a maioridade é essencial para afastar os jovens do crime e possibilitar sua reinserção social. Ele enfatiza que a recuperação desses jovens deve ser prioridade, evitando que a repressão policial resulte em mais mortes.

Informações adicionais

Os casos apresentados refletem um fenômeno social complexo, que envolve fatores econômicos, educacionais e familiares. A abordagem integrada entre Estado e municípios, com foco em prevenção e educação, é apontada como caminho para reduzir a criminalidade entre jovens.

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