Dimas Facioli fala sobre pesquisas que apontam não apenas dificuldades para conseguir emprego, mas também comprar imóveis
A geração Z, composta por indivíduos nascidos entre 1995 e 2010, já representa cerca de 25% da força de trabalho brasileira (em 2024), trazendo consigo desafios e expectativas únicas no mercado de trabalho e, principalmente, na busca pelo primeiro imóvel.
Desafios da Geração Z no Mercado de Trabalho
Em 2023, a taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos atingiu 21%, quase o dobro da média nacional (11%). Muitos empregos disponíveis são precários e temporários, com baixa remuneração, dificultando a estabilidade financeira necessária para a compra de um imóvel. A renda média mensal dessa faixa etária gira em torno de R$ 1.800, enquanto o valor médio de um imóvel em São Paulo está em torno de R$ 600 mil, tornando a aquisição praticamente inviável sem apoio familiar substancial. Essa situação se reflete em outros países, como nos Estados Unidos, onde jovens também enfrentam dificuldades em morar em grandes centros urbanos devido aos altos custos.
O Impacto no Mercado Imobiliário
O aumento de 10% no valor médio dos imóveis residenciais em 2023, sem o acompanhamento proporcional do crescimento salarial, agrava a situação. Como alternativa ao financiamento imobiliário tradicional, o número de contratos de aluguel assinados por jovens da geração Z aumentou 18% nos últimos três anos. Modelos de moradia compartilhada, como o co-living, ganham popularidade como solução mais acessível e flexível. Apesar das dificuldades, o desejo pela casa própria persiste, exigindo novas estratégias e abordagens.
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Adaptação e Novos Caminhos
A geração Z busca um equilíbrio entre a estabilidade financeira e a conquista da casa própria, porém, se depara com a necessidade de adaptação às novas realidades econômicas. A dificuldade de adaptação ao mercado de trabalho também se destaca, com uma batalha entre a geração Z e os empregadores. Os jovens buscam independência, crescimento rápido e valores como respeito ao meio ambiente e quebra de hierarquias, enquanto as empresas nem sempre estão preparadas para essas novas demandas. A busca pela casa própria continua sendo um objetivo, mas exige novas estratégias e uma visão mais ampla das possibilidades disponíveis no mercado imobiliário.