Edmo Bernardes recebe Mario Luiz Sarrubbo, Secretário Nacional de Segurança Pública, para comentar os principais trabalhos
O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luís Arrubo, concedeu entrevista à CBN, discutindo os desafios e estratégias para combater o crime organizado no Brasil.
Combate ao Crime Organizado: Uma Rede de Ações Integradas
Arrubo destacou a complexidade do trabalho, especialmente no contexto atual da América Latina. A prioridade é fomentar políticas de segurança integradas, envolvendo forças federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal), estaduais (polícias civis, militares e rodoviárias estaduais) e guardas civis. A gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública, que financia ações em todo o Brasil, também é crucial.
A RENOR CRIMM e a Recuperação de Ativos
Uma das principais iniciativas é a RENOR CRIMM (Rede Nacional de Combate às Organizações Criminosas), que promove a sinergia entre instituições por meio do compartilhamento de informações. Começando com as delegacias especializadas (DRACOs) e os grupos de atuação especial de combate ao crime organizado (Gaecos), a rede expandirá para incluir as forças federais em fevereiro. Paralelamente, a Rede Recupera, em parceria com outras secretarias do Ministério da Justiça, foca na recuperação de ativos como forma de desestruturar financeiramente as organizações criminosas.
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O Caminho para uma Lei Anti-Máfia
O secretário abordou o avanço das facções criminosas, que atingiram um estágio mafioso, infiltrando-se em setores lícitos da sociedade. Um grupo de trabalho está elaborando um projeto de lei anti-máfia para o Congresso, com foco na apreensão de bens e na interrupção do ciclo financeiro das organizações. O desafio é criar um arcabouço legal efetivo, mas que respeite os direitos individuais e evite injustiças. A expectativa é que o projeto seja apresentado ao presidente Lula em meados de março.
A entrevista também abordou a importância do fortalecimento das polícias, com aumento de efetivo e recursos para equipamentos e tecnologia, para melhorar a sensação de segurança da população e combater a criminalidade em todas as suas formas. A execução eficiente dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública é fundamental para atingir este objetivo.