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Quais os reflexos da decisão do Copom em manter a taxa de juros alta?

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nelson Rocha Augusto
Taxa de juros alta
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano em sua última reunião. Esse patamar, o mais alto em mais de nove anos, reflete a persistente luta contra a inflação.

Decisão Dividida e Impacto no Consumidor

Apesar da manutenção da taxa, a decisão não foi unânime. A alta taxa de juros busca conter o crédito e o consumo, na tentativa de controlar a inflação. No entanto, essa medida impacta diretamente o consumidor, que continua a enfrentar dificuldades em um cenário econômico delicado. Mesmo com a Selic elevada, a inflação anual permanece alta, projetando-se em torno de 10%, com expectativas de que o próximo ano ainda registre cerca de 6,5%. Essa perspectiva inflacionária levou dois dos oito membros do Copom a defenderem um aumento ainda maior da taxa.

Cenário Econômico e Perspectivas para o Futuro

Diante desse cenário, a taxa de juros futura tende a subir, refletindo a percepção dos agentes econômicos de que o combate à inflação é complexo e desafiador. A expectativa é que a inflação comece a ceder a partir do final do ano, impulsionada pela ausência de novas elevações nos preços administrados, como energia elétrica e combustíveis. A atividade econômica permanece deprimida, com aumento do desemprego e dificuldades financeiras para as famílias, limitando o consumo.

Operação Lava Jato e seus Efeitos na Economia

A recente fase da Operação Lava Jato, com a prisão do senador Delcídio do Amaral e do banqueiro André Esteves, também gera impactos na economia. A prisão de André Esteves, do BTG Pactual, um banco com uma carteira de crédito significativa, pode levar à contração do crédito no sistema econômico. Já a prisão de Delcídio do Amaral, que era líder do governo no Senado, dificulta ainda mais a articulação política e a aprovação de medidas no Congresso.

Apesar dos desafios de curto prazo, o fortalecimento das instituições brasileiras é fundamental para o futuro do país. No entanto, é inegável que os eventos recentes geram impactos na atividade econômica, nas decisões de investimento e na expansão do crédito.

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