José Carlos de Lima Júnior explica como o cenário deve ficar com o governo atual; ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’
O ano de 2023 começou e com ele, as incertezas sobre o futuro do agronegócio brasileiro. As primeiras falas do novo governo geram questionamentos sobre as políticas econômicas que serão implementadas e seus impactos no setor.
Combustíveis: um desafio para o agronegócio
Uma das principais preocupações é a política de preços dos combustíveis. A manutenção da desoneração de impostos, embora benéfica para o consumidor, gera insegurança jurídica e prejudica a competitividade do etanol. A experiência de 2015, com a tentativa forçada de desoneração, serve como alerta para os riscos dessa política. A falta de refinarias no Brasil nos torna dependentes da importação de produtos, aumentando os custos de produção.
Investimento e o risco da insegurança econômica
Outro ponto crucial é a necessidade de se passar segurança para o empresariado, incentivando os investimentos no país. A possibilidade de o governo não respeitar o teto de gastos, levando à emissão de novas dívidas com altos juros, gera um clima de incerteza que inibe investimentos. Com a arrecadação de impostos diminuindo, o governo pode ser forçado a aumentar impostos para pessoas físicas e jurídicas, agravando ainda mais a situação.
Leia também
Perspectivas para o futuro
O cenário internacional também contribui para a insegurança. A ameaça de recessão global, com impactos na Europa, Estados Unidos e Rússia, exige cautela e planejamento estratégico do setor. Embora seja cedo para previsões definitivas, a direção que o país tomar neste início de ano será crucial para o futuro do agronegócio brasileiro.