Casos de Covid-19 podem aumentar com a aglomeração nos blocos de ruas e festas; vacinação é o melhor caminho para se proteger!
Falta menos de um mês para o Carnaval e a preocupação com a saúde deve ser uma prioridade. Conversamos com Rodrigo Estábile, diretor e pesquisador da Fiocruz, para entender os principais riscos.
A Covid-19 ainda é uma ameaça
Com o aumento de eventos pré-carnavalescos, houve um aumento significativo de casos de Covid-19 em algumas cidades. A conexão entre cidades como Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e a realização de blocos em outras localidades, aumentam o risco de contágio. A recomendação principal é manter a carteira de vacinação em dia, principalmente com o reforço, para reduzir as chances de desenvolver uma forma grave da doença.
Doenças sexualmente transmissíveis: um alerta importante
Após quatro anos sem campanhas efetivas do Ministério da Saúde, houve um aumento considerável nos casos de sífilis, gonorreia e HIV. O carnaval, com suas aglomerações e maior proximidade física, aumenta o risco de transmissão dessas doenças. A utilização de preservativos é fundamental para uma celebração segura.
Cuidados com grupos vulneráveis
Embora o número de mortes por Covid-19 tenha diminuído devido à vacinação, ainda há um número significativo de óbitos, principalmente em pessoas com mais de 70 anos ou com comorbidades. É importante lembrar que mesmo jovens podem desenvolver formas graves da doença, e evitar transmitir a infecção para pessoas mais vulneráveis. A vacinação continua sendo a principal ferramenta de proteção.
Portanto, curtir o Carnaval com responsabilidade inclui estar com a vacinação em dia, usar preservativos e ter consciência dos riscos para si e para os outros, principalmente aqueles mais suscetíveis a complicações. A festa é importante, mas a saúde deve sempre ser priorizada.



