O repórter Marcelo Ferri traz a primeira reportagem da série que mostra a produção de uma possível imunização ao coronavírus
Desde a descoberta da primeira vacina contra a varíola, no final do século XVIII, pelo médico inglês Edward Jenner, a imunização se tornou uma ferramenta poderosa no combate a doenças infecciosas. Hoje, vacinas previnem diversas enfermidades, como tuberculose, hepatite, meningite, febre amarela e gripe.
A corrida pela vacina contra a Covid-19
Com a pandemia de Covid-19, a busca por uma vacina eficaz se tornou prioridade mundial. Para a Dra. Kate Souza, professora da Faculdade de Medicina da USP, a produção de uma vacina contra o coronavírus é possível. Seu grupo de pesquisa, no Instituto do Coração da USP, adapta vacinas já desenvolvidas para outras doenças, como a chikungunya e a febre reumática, utilizando a “carcaça” do vírus, sem seu material genético, para induzir uma resposta imunológica específica.
Outras abordagens na busca pela vacina
Outras instituições também trabalham em diferentes estratégias. O Instituto Butantan, por exemplo, aposta em uma técnica inovadora que utiliza partes de vírus e bactérias para estimular o sistema imunológico, aumentando a produção de anticorpos. A Fiocruz, em Minas Gerais, foca no desenvolvimento de uma vacina bivalente contra Covid-19 e gripe simultaneamente. Apesar do otimismo, nenhuma dessas vacinas deve estar disponível em curto prazo.
Leia também
O futuro da prevenção e os novos hábitos
Embora a ciência avance rapidamente, a Dra. Kate Souza acredita que novos hábitos, como o uso de máscaras e o distanciamento social, devem ser mantidos por pelo menos mais um ano até a disponibilidade de uma vacina eficaz. A história da erradicação da varíola demonstra o potencial das vacinas, sugerindo que a vitória sobre o coronavírus também é possível, embora exija tempo e cautela. A evolução da ciência e a pesquisa contínua oferecem esperança para um futuro com maior proteção contra a doença.



