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Quais são os desafios para encontrar a vacina da covid-19? Confira o terceiro episódio da série

São mais de 100 pesquisas simultâneas ao redor do mundo, incluindo grandes universidades e multinacionais
vacina covid-19
São mais de 100 pesquisas simultâneas ao redor do mundo, incluindo grandes universidades e multinacionais

São mais de 100 pesquisas simultâneas ao redor do mundo, incluindo grandes universidades e multinacionais

O desenvolvimento de uma vacina normalmente leva entre 10 e 15 anos. No entanto, a pandemia de COVID-19 impulsionou esforços para acelerar esse processo para 1 ou 2 anos. Algumas estratégias estão sendo empregadas para alcançar esse objetivo, como a aceleração dos testes clínicos, a construção de fábricas antes mesmo da finalização da fórmula da vacina e a pesquisa simultânea de diversos tipos de vacinas.

Corrida Cooperativa pela Vacina

Mais de 100 pesquisas estão em andamento globalmente, numa verdadeira corrida colaborativa. A Dra. Kate Souza, do Instituto do Coração da USP, destaca que, apesar da urgência, a comunidade científica compartilha informações rapidamente, acelerando o processo de descoberta. Descobertas em uma parte do mundo são rapidamente disseminadas e utilizadas por outros grupos de pesquisa.

Como as Vacinas Funcionam

As vacinas funcionam preparando o sistema imunológico para combater o vírus antes de uma infecção. Elas apresentam parte do vírus ao corpo – seja o vírus inativado, um fragmento dele, sua capa, material interno ou proteínas de superfície – para estimular a resposta imunológica. A escolha do componente ideal ainda é um desafio para os cientistas.

Desafios e Perspectivas

Para o Dr. Sélio Silva, professor de imunologia da USP, a combinação de diferentes componentes pode ser a chave para uma vacina eficaz. Um exemplo é a proteína de fusão desenvolvida pelo laboratório Pharmacor, em Ribeirão Preto, que está sendo acoplada a um sistema carreador nos Estados Unidos para facilitar sua distribuição pelo corpo. Embora haja otimismo quanto ao desenvolvimento de uma vacina em até dois anos, a possibilidade de outras vacinas surgirem antes e a necessidade de produção em larga escala são fatores importantes a serem considerados. A Dra. Kete Souza ressalta que diferentes estratégias, como o uso de DNA e RNA viral, apresentam potencial, mas ainda carecem de comprovação em larga escala. Mesmo que a vacina do Butantan não seja a primeira, outras pesquisas em andamento, consideradas um ‘plano B’, contribuirão para o combate à pandemia.

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