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Quais são os impactos na educação das crianças com a falta de transporte escolar?

Quem elenca os problemas é o professor e especialista em educação, José Eduardo de Oliveira
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Quem elenca os problemas é o professor e especialista em educação, José Eduardo de Oliveira

Quem elenca os problemas é o professor e especialista em educação, José Eduardo de Oliveira

O Grupo de Atuação Especial da Educação (GEDUQ) do Ministério Público de Ribeirão Preto instaurou um inquérito para investigar a falta de transporte escolar que atinge cerca de 20.500 alunos da rede estadual de ensino desde o retorno às aulas, na sexta-feira passada. A situação afeta principalmente estudantes residentes no Jardim Cristo Redentor e na Fazenda da Barra, região do Complexo Ribeirão Verde.

Impacto da Falta de Transporte

A ausência do transporte escolar gera uma grande desigualdade. Enquanto alguns alunos conseguem frequentar as aulas presenciais, muitos outros estão limitados às aulas remotas por falta de acesso ao transporte público. Essa situação é resultado de problemas na licitação para contratação de uma nova empresa de transporte, serviço que antes era de responsabilidade da prefeitura. A prefeitura de Ribeirão Preto já se manifestou, afirmando que a responsabilidade pelo transporte escolar é da Secretaria de Estado da Educação há algum tempo.

Investigação e Soluções Propostas

O promotor Nalfelca, do GEDUQ, critica a falta de antecipação na resolução do problema, alegando que a licitação deveria ter sido realizada antes do retorno às aulas. Ele destaca a importância das aulas presenciais e cobra providências para a rápida resolução da situação. A Secretaria de Estado da Educação informou que formalizará um contrato emergencial nos próximos dias e que uma nova licitação já está em andamento. Como medida paliativa, os alunos poderão acompanhar as aulas remotamente pelo Centro de Mídias da Educação e não terão faltas computadas na primeira semana.

Análise e Prejuízos para a Educação

O professor José Eduardo de Oliveira, especialista em políticas de educação, aponta a falta de prioridade dada à educação como um problema recorrente. Ele considera o ocorrido um erro de gestão, pois a Secretaria de Educação não poderia ter sido pega de surpresa, já que o calendário escolar era conhecido previamente. A solução de aulas remotas, segundo o professor, é apenas paliativa e aumenta a desigualdade, pois nem todos os alunos têm acesso à internet e equipamentos adequados. A perda de uma semana de aulas presenciais, principalmente a primeira semana do ano letivo, representa um prejuízo significativo para o desenvolvimento socioemocional dos alunos, afetando o processo de acolhimento e adaptação ao novo ano letivo. A situação pode levar à evasão escolar e reforça a necessidade de a escola ser vista como um espaço de formação integral, além do ensino de conteúdo.

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