Orçamento comprometido com dívidas, inadimplência com fornecedores e maior escândalo político da história são alguns problemas
Assumir a administração de Ribeirão Preto em meio a um cenário de crise política e financeira: um desafio e tanto. Mas o que motiva alguém a encarar essa tarefa?
O Desafio Financeiro: Contingenciamento Essencial
A próxima gestão municipal enfrentará um cenário financeiro delicado. A previsão é de que a prefeitura opere com déficit nos próximos anos, com um rombo estimado em R$ 197,5 milhões apenas para 2017. Diante desse quadro, uma política de contingenciamento eficaz e até mesmo radical se torna crucial para reequilibrar as contas públicas.
Enxugamento da Máquina Pública: Uma Medida Inevitável
Para o especialista em gestão pública Matheus Deubon, enxugar a máquina administrativa e realizar cortes no quadro de servidores serão medidas praticamente obrigatórias. A folha de pagamento da prefeitura é considerada alta, em parte devido a um plano de carreira que, segundo ele, acabou onerando demais os cofres públicos. O desafio é encontrar um equilíbrio entre a valorização dos servidores e a sustentabilidade financeira do município, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados à população.
Reestruturação Administrativa: Mudanças Drásticas à Vista?
A gestão ineficiente dos recursos públicos se reflete no acúmulo de dívidas com fornecedores, que ultrapassavam os R$ 102 milhões no segundo semestre de 2016. A próxima administração herdará essa dívida, sem tempo hábil para quitá-la integralmente. Para Deubon, mudanças drásticas no sistema de secretarias e autarquias não estão descartadas, visando otimizar a alocação de recursos e melhorar a eficiência da gestão pública.
Em suma, a administração municipal de Ribeirão Preto exigirá do próximo gestor uma combinação de medidas de austeridade, reestruturação administrativa e criatividade para superar os desafios e colocar a cidade novamente nos trilhos.



