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Qual a atual situação da arborização em Ribeirão Preto?

Marcelo Pereira, presidente da Associação Pau Brasil, comenta sobre este e outros pontos relacionados ao meio ambiente na cidade
Qual a atual situação da arborização
Marcelo Pereira, presidente da Associação Pau Brasil, comenta sobre este e outros pontos relacionados ao meio ambiente na cidade

Marcelo Pereira, presidente da Associação Pau Brasil, comenta sobre este e outros pontos relacionados ao meio ambiente na cidade

Ribeirão Preto enfrenta desafios significativos relacionados à baixa arborização urbana, Qual a atual situação da arborização, com um índice de cobertura vegetal de apenas 18,42%, segundo dados apresentados em audiência pública recente. Estudos indicam que o ideal seria uma cobertura entre 30% e 40%.

Em resposta, a Secretaria de Meio Ambiente informou que, no início deste ano, foram plantadas 13 mil mudas, com a meta de alcançar 30 mil até o final de 2025.

Desafios na arborização urbana: O professor e ambientalista Marcelo Pereira, presidente da Associação Pau Brasil, destacou que a arborização em Ribeirão Preto não recebe o cuidado necessário. Ele ressaltou que o plantio é apenas o primeiro passo, sendo fundamental o manejo adequado, incluindo podas corretas para garantir a saúde das árvores.

“Iberão Preto, infelizmente, não trata as questões de arborização urbana, de áreas verdes públicas com o cuidado que mereceria. Quem sabe agora a gente consegue um avanço nesse sentido posto que o município, a prefeitura e a vinha especial está com plano de arborização bastante adequado e quem sabe agora vai, né?”

O professor também criticou a forma agressiva como a poda é realizada, especialmente por concessionárias de energia, o que prejudica a saúde das árvores e pode causar danos materiais.

Problemas ambientais relacionados à água

Além da arborização, Ribeirão Preto enfrenta problemas no abastecimento de água, que depende do Aquífero Guarani, e há estudos para captação no Rio Pardo. Imagens não confirmadas mostram despejo de lixo no Rio Pardo, evidenciando a falta de consciência ambiental.

“Não há nenhum córrego que não tenha cheiro de esgoto, tanto a tratamento 100%, não sei onde que o tratamento do esgoto de Ribeirão Preto é 100%. Essa visão pública não pode, de maneira alguma, colocar o lucro e o dinheiro em primeiro lugar. Primeiro lugar vem a sociedade com os aspectos sociais e ambientais.”

Parcerias público-privadas e educação ambiental: Foi anunciado o lançamento do Projeto Recicla Osbra, iniciativa de uma empresa do setor de logística e combustíveis, voltada para educação ambiental e descarte correto de resíduos, com atividades em escolas de ensino fundamental e plantio de mudas.

Marcelo Pereira avaliou com cautela as parcerias público-privadas, destacando que o setor público deve manter o controle dos planos ambientais, enquanto o privado pode auxiliar na execução.

“Eu vejo sempre com muito cuidado as parcerias público-privadas. Há verá uma sobreposição dos interesses públicos pelo privado? Então não é uma boa parceria para área ambiental e de educação. Não, a pena será uma maneira de operacionalizar essa política.”

Visão para um futuro ambiental ideal

Para o professor, um cenário ideal incluiria um setor público comprometido com os interesses da sociedade, promovendo uma sociedade menos desigual e com maior cuidado ambiental.

“Nós teríamos certamente um público, um setor público sendo comandado pelos interesses da sociedade e não de poucos, seria uma beleza, seria uma sociedade menos desigual.”

Entenda melhor

O Dia do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, é uma oportunidade para refletir sobre os avanços e desafios ambientais locais, como os enfrentados por Ribeirão Preto, e a importância de políticas públicas eficazes e educação ambiental contínua.

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