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Qual a diferença entre o cigarro eletrônico e convencional?

Os fabricantes de cigarros eletrônicos não especificam quais são as substâncias presentes nos aparelhos; ouça mais informações!
cigarro eletrônico convencional
Os fabricantes de cigarros eletrônicos não especificam quais são as substâncias presentes nos aparelhos; ouça mais informações!

Os fabricantes de cigarros eletrônicos não especificam quais são as substâncias presentes nos aparelhos; ouça mais informações!

Cigarros eletrônicos: um perigo disfarçado?

O que difere o cigarro eletrônico do convencional?

Embora ambos contenham nicotina, uma substância altamente nociva, o cigarro eletrônico não apresenta alcatrão e monóxido de carbono. No entanto, a composição dos cigarros eletrônicos é pouco transparente, variando entre glicerina, metais pesados, formaldeído e, em alguns casos, até mesmo THC (substância ativa da maconha). A presença de vitamina E em alguns produtos também é preocupante, pois, apesar de benéfica em quantidades adequadas, sua inalação pode estar ligada ao câncer de pulmão, segundo alguns estudos.

Jovens e o risco do vício

O uso de cigarros eletrônicos entre jovens é alarmante. Estudos demonstram que um cigarro eletrônico pode equivaler de 6 a 14 cigarros tradicionais, tornando-o potencialmente mais nocivo em termos de quantidade. A crença errônea de que o cigarro eletrônico é menos prejudicial contribui para seu uso crescente entre adolescentes, que podem desenvolver um vício difícil de abandonar.

Consequências do uso na adolescência

Ainda não há estudos conclusivos sobre o impacto do cigarro eletrônico no desenvolvimento de adolescentes. Entretanto, por analogia ao cigarro tradicional, o início precoce do consumo aumenta o risco de câncer de pulmão e complicações cardiovasculares no futuro, como infarto, acidente vascular cerebral e trombose. O Brasil, apesar de ter obtido sucesso na luta contra o tabagismo, enfrenta o desafio do crescente uso de cigarros eletrônicos, com pesquisas indicando que 1 em cada 5 jovens entre 18 e 24 anos utilizam o produto, mesmo sendo proibido por lei.

A informação precisa e a conscientização são fundamentais para proteger os jovens dos danos causados pelo uso de cigarros eletrônicos e tradicionais. A prevenção é crucial para evitar problemas de saúde graves no futuro.

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