Bloco econômico que reúne as cinco maiores economias emergentes se reuniu esta semana em Kazan, na Rússia; José Carlos comenta
Os países que compõem o grupo BRICS – Brasil, Qual a importância do BRICS para, Rússia, Índia, China e África do Sul – se reuniram recentemente em Kazan, na Rússia, para discutir a ampliação do bloco, que pode incluir novos membros além dos cinco integrantes atuais. A partir de janeiro, o Brasil assumirá a presidência do grupo.
Ampliação e composição do BRICS: Na reunião, estiveram presentes também países convidados como Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia e Irã, que podem integrar o bloco futuramente. A maioria dos países envolvidos são grandes produtores e exportadores de commodities, tanto agrícolas quanto minerais e energéticas, como o Brasil, que se destaca no setor agrícola.
Impactos econômicos e geopolíticos: O BRICS tem discutido a criação de uma moeda comum para o bloco, que poderia se posicionar como alternativa ao dólar, moeda atualmente usada como padrão nas transações internacionais. Essa iniciativa ocorre em um contexto de eleições nos Estados Unidos, onde o ex-presidente Donald Trump, que tem manifestado oposição à desdolarização, é candidato com grandes chances de vitória.
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Desafios internos e ideológicos: O grupo reúne países com diferentes sistemas políticos e ideologias, como a teocracia do Irã, a autocracia da Rússia e o modelo comunista da China. Essas diferenças podem dificultar a criação de um ambiente estável para investimentos de médio e longo prazo, devido à falta de previsibilidade jurídica e institucional. Essa diversidade ideológica pode gerar tensões internas e afetar a colaboração econômica.
Relações e tensões no bloco: Apesar da cooperação econômica, o BRICS enfrenta desafios políticos, como divergências entre seus membros. Um exemplo recente foi o pedido do Brasil para a saída da Venezuela do grupo, além de episódios de tensão entre líderes, como o presidente Lula e Vladimir Putin.
Entenda melhor
O BRICS foi criado em 2002 como uma organização de países emergentes com o objetivo de fortalecer a cooperação econômica e política entre seus membros. A possível ampliação do bloco e a criação de uma moeda comum indicam uma tentativa de estabelecer uma nova ordem multipolar no cenário global, com menor dependência das potências ocidentais.