Acompanhe os detalhes na coluna ‘CBN Nutrição’, com Cristina Trovó
O magnésio, apesar de pouco discutido, é um mineral essencial para o bom funcionamento do organismo. A nutricionista Cristina Trovó esclarece sua importância, fontes, recomendações diárias e consequências de sua deficiência.
Funções do Magnésio no Organismo
O magnésio desempenha um papel crucial em diversas funções corporais. É cofator de mais de 300 enzimas, participando da prevenção de doenças como osteoporose (em conjunto com a vitamina D), diabetes e hipertensão. Contribui para a produção de energia, metabolismo da glicose e manutenção da glicemia. Além disso, auxilia no relaxamento muscular, funcionamento intestinal e bem-estar geral, atuando na produção de serotonina, neurotransmissor que regula o humor.
Fontes e Recomendações Diárias de Magnésio
Encontramos magnésio em vegetais de folhas verdes escuras (espinafre, brócolis, agrião), castanhas (do Pará, caju), e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha). A recomendação diária varia: crianças entre 30mg (7 meses) e 240mg (3 a 8 anos); adultos, em média, 350mg. A nutricionista reforça a importância de uma dieta equilibrada como principal fonte de magnésio, ressaltando a interação entre nutrientes.
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Suplementação e Detecção de Deficiência
Embora a suplementação seja eficiente em casos de deficiência comprovada, ela deve ser orientada por médico. Sintomas como tremor, câimbras, labirintite e ansiedade podem indicar deficiência, necessitando de avaliação médica e exames laboratoriais. A suplementação, se necessária, é indicada por um período de 3 a 4 meses, com posterior acompanhamento e retorno à alimentação equilibrada para manutenção dos níveis adequados. Incluir alimentos ricos em magnésio, como sopas de feijão ou lentilha, abacate (guacamole ou em outras preparações), banana assada com canela e preparações com brócolis e chocolate amargo (com moderação), contribui para uma ingestão adequada do mineral.
Em resumo, manter uma alimentação balanceada e rica em alimentos fontes de magnésio é fundamental para a saúde. A suplementação deve ser considerada apenas em casos de deficiência diagnosticada por profissional de saúde.