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Qual a responsabilidade da Prefeitura em meio a tantas reclamações sobre o transporte público de Ribeirão?

De janeiro a maio o Executivo multou o Pró-Urbano quase mil vezes; especialista em administração pública, Luiz Scarpino, analisa
transporte público Ribeirão
De janeiro a maio o Executivo multou o Pró-Urbano quase mil vezes; especialista em administração pública, Luiz Scarpino, analisa

De janeiro a maio o Executivo multou o Pró-Urbano quase mil vezes; especialista em administração pública, Luiz Scarpino, analisa

O transporte público de Ribeirão Preto tem sido alvo de diversas reclamações, levando o Ministério Público a abrir um inquérito para apurar denúncias de problemas como ônibus com portas quebradas, atrasos constantes e superlotação.

Falta de Seguro e Acidentes

A investigação revelou que o Consórcio PróUrbano, responsável pela administração das empresas de ônibus, não possui seguro contra acidentes envolvendo passageiros. Um caso emblemático ocorreu em março, quando uma passageira foi arremessada de um microônibus devido a uma porta quebrada. Imagens deste acidente circularam amplamente na internet.

Multas e Falta de Resposta

A Transerp aplicou quase mil multas ao Consórcio PróUrbano entre janeiro e maio, em média seis multas por dia, totalizando mais de R$ 300 mil. Apesar das tentativas de contato da CBN Ribeirão, o consórcio se recusou a comentar sobre as denúncias e os problemas no serviço.

Consequências e Responsabilidades

O advogado especialista em administração pública, Luiz Eugênio Carpino, alerta para as possíveis consequências da situação. A falta de melhorias no serviço pode levar à quebra do contrato com a prefeitura, exigindo que a administração pública encontre uma nova empresa para gerir o transporte público. Carpino destaca a responsabilidade da prefeitura em fiscalizar o contrato e aplicar medidas mais eficazes, além de questionar a falta de resposta do Consórcio PróUrbano às reclamações da população. A ausência de um seguro para acidentes com passageiros também é um grave problema, deixando os usuários desprotegidos e os motoristas expostos a responsabilidades financeiras. O especialista enfatiza que o usuário paga uma das tarifas mais altas do país e não recebe um serviço de qualidade em troca, devendo utilizar todos os canais disponíveis para reclamar e exigir melhorias.

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