Estudos apontam que cerca de 30% das pessoas seguem nas carreiras que sonhavam na infância; Davi Forli Inocente comenta
Quem nunca sonhou em ser bombeiro ou bailarina quando criança? Muitos profissionais seguem caminhos distintos dos sonhos infantis, mas será que isso impacta suas vidas e o que podemos aprender com isso? O quadro Carreiras e Lideranças traz uma discussão interessante sobre o tema.
Sonhos de Infância e Carreira Profissional: Uma Discrepância Comum
Uma pesquisa do LinkedIn em 2013, com 8 mil pessoas em 17 países, revelou que apenas 30% dos profissionais seguiam a carreira dos seus sonhos de infância. Mais recentemente, uma pesquisa nacional apontou que 77% dos brasileiros não seguiram a profissão desejada na infância, com profissões como médico, professor e policial entre as mais sonhadas, mas não realizadas. Essa diferença entre sonho e realidade levanta questões importantes sobre a construção da identidade profissional.
Influência do Autoconceito no Desenvolvimento Profissional
Segundo a teoria do autoconceito e do desenvolvimento, proposta por Super, a construção da identidade profissional ocorre ao longo da adolescência, por meio do autoconhecimento e da compreensão do próprio papel no mundo. A percepção de como se pode contribuir para a sociedade e a identificação com o tipo de trabalho desejado moldam as escolhas profissionais. Pesquisas, como a de uma plataforma internacional de currículos, corroboram essa ideia: cerca de dois terços dos profissionais não seguem a carreira sonhada na infância. As razões mais comuns para essa discrepância são a falta de oportunidades, mudança de interesses e eventos inesperados.
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Repensando a Carreira: Pequenos Passos para Grandes Mudanças
É importante refletir sobre o significado dos sonhos de infância. Eles podem ser uma inspiração genuína ou apenas uma lembrança divertida. A chave é analisar quais valores pessoais se alinham com esses sonhos e se eles ainda ressoam na vida adulta. Professores de Stanford sugerem avaliar a satisfação profissional atual. Se houver insatisfação, é possível redefinir prioridades e fazer pequenas mudanças, por meio de projetos que permitam explorar os sonhos de infância e trazer mais significado ao trabalho. Essa transição requer comprometimento, mas pequenas ações podem levar a uma maior satisfação profissional e, consequentemente, a melhores resultados financeiros.