Quem fala sobre a ‘eterna’ queda de braços entre os trabalhadores e a Prefeitura é Bruno Silva no ‘De Olho na Política’
A Câmara Municipal aprovou, em sessão realizada ontem, um reajuste salarial para os servidores públicos municipais que entrará em vigor a partir de 1º de março de 2024. O pacote aprovado prevê reposição salarial de 4,5% e aumento no vale-alimentação, aplicado por índice de 10% — com valores discriminados conforme a jornada de trabalho.
O que foi aprovado
O projeto determina aumento de 4,5% nos vencimentos a partir de 1º/03/2024. O vale-alimentação também sofrerá correção de 10%, com valores proporcionais à carga horária: para jornadas de 20 horas semanais o benefício ficará em R$ 602,75; para 24 horas, R$ 723,25; e seguirá subindo de acordo com jornadas maiores, conforme a tabela aprovada.
Debate e reações
Durante a votação, representantes dos servidores pressionaram por um reajuste maior, alegando que 4,5% não repõe integralmente as perdas inflacionárias recentes. Do outro lado, gestores públicos defenderam a proposta com base na necessidade de preservar a saúde financeira do município. Parte dos servidores se disse decepcionada, sobretudo porque este é o último ano do mandato do atual governo, e havia expectativa de um percentual mais generoso.
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Impacto fiscal e comparação regional
Autoridades ressaltaram que a decisão considera limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que orienta a contenção de gastos com pessoal — a legislação costuma indicar parâmetros próximos a 60% da receita. O reajuste também afeta despesas previdenciárias municipais, já que aposentados acompanham as reposições. A Prefeitura mantém uma folha expressiva: são cerca de 13 mil servidores, número que torna qualquer reajuste sensível ao orçamento.
Em comparação, alguns municípios da região adotaram percentuais maiores: em Cravinhos, por exemplo, foram concedidos reajustes na ordem de 10% a 10,5% para vencimentos e ticket; em Araraquara, servidores chegaram a reivindicar 5% e seguiram negociando alternativas locais.
A votação encerrou mais um capítulo de uma negociação marcada por tensões entre a necessidade de valorização do funcionalismo e a prudência fiscal exigida pela administração pública. O acordo aprovado tende a evitar impacto imediato nas contas, ao mesmo tempo em que deixa insatisfeitos setores do quadro municipal que reivindicavam ganho real maior.