Um vídeo viralizou após três jovens desdenharem de uma colega de faculdade com 40 anos, em Bauru; ouça o ‘CBN Comportamento’
Um vídeo viralizou nas redes sociais mostrando três alunas de biomedicina debochando de uma colega de sala por ela ter mais de 40 anos. As estudantes chegaram a dizer que ela deveria estar aposentada e não entendendo sua presença no curso. O caso gerou grande repercussão, com as três alunas se desligando da faculdade e a colega mais velha decidindo continuar seus estudos.
Preconceito etário: o que é etarismo?
Esse tipo de preconceito, que discrimina indivíduos com base na idade, é chamado de etarismo. Ele pode se manifestar tanto contra pessoas mais jovens quanto contra mais velhas. No Brasil, o etarismo contra pessoas mais velhas é mais comum, mesmo com o aumento da população idosa e a maior expectativa de vida. Muitos idosos hoje vivem com qualidade de vida e são extremamente produtivos.
Combater o etarismo no dia a dia
O caso das estudantes expõe a necessidade de combater o etarismo em diferentes esferas da vida. A psicóloga Daniela Zeote destaca a importância de refletirmos sobre nossos próprios preconceitos, questionando se em nossas famílias e círculos sociais julgamos alguém por sua idade. Seja em casa, no trabalho ou em outros ambientes, devemos estar atentos a como lidamos com as diferenças de idade, evitando estereótipos e respeitando a trajetória de cada indivíduo.
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A situação das estudantes de biomedicina serve como um alerta. É preciso promover um ambiente de respeito e inclusão, onde a idade não seja um fator limitante para o aprendizado, desenvolvimento e realização pessoal. Aprender e crescer não tem idade. Combater o etarismo exige uma mudança de mentalidade individual e coletiva, construindo uma sociedade mais justa e igualitária.