A partir de fevereiro a Prefeitura vai pagar R$ 3,45 em cada bilhete para não repassar o reajuste ao usuário; aumento é de 65%
O reajuste na passagem de ônibus em Ribeirão Preto gera debates acalorados. Embora pareça um assunto simples, a questão envolve complexidades orçamentárias e mudanças nos hábitos de mobilidade urbana.
Desafios Orçamentários e a Gestão Pública
A prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta dificuldades na gestão orçamentária, com mais de 93% do orçamento comprometido. Este cenário dificulta investimentos adicionais, como o reajuste da passagem de ônibus, que exige um maior volume de recursos. A variação do ICMS nos últimos anos também impactou a arrecadação municipal, agravando a situação.
Mudanças de Hábitos e o Transporte Público
A pandemia da Covid-19 alterou os hábitos de locomoção na cidade. A utilização de veículos próprios e aplicativos de transporte aumentou, diminuindo a demanda pelo transporte público. Este cenário exige que a prefeitura repense o modelo de transporte urbano, buscando alternativas para estimular o uso do transporte coletivo.
Leia também
- Qual o impacto que a 'alienação parental' causa nas crianças?
- Tarifa dos eua afeta exportacoes brasileiras: Pecuaristas da região de Ribeirão Preto tem vendas de gado afetadas por tarifa de Donal Trump
- Tarifa agronegócio: O tarifaço dos Estados Unidos gera impacto no agronegócio brasileiro e afeta as exportações
A Busca por Soluções Eficazes
A discussão sobre o transporte público em Ribeirão Preto precisa ir além do simples aumento de subsídios. É necessário analisar a qualidade do serviço, buscando melhorias em agilidade, dinâmica, acessibilidade e comodidade. Somente assim será possível tornar o transporte público mais atrativo e promover uma mudança cultural, incentivando a sua utilização pela população. A prefeitura precisa investir em soluções estratégicas e de longo prazo, considerando os diversos interesses envolvidos, para que o transporte público se torne a primeira opção de deslocamento na cidade.