Ouça a coluna ‘CBN Nutrição’, com Cristina Trovó
O mercado oferece uma variedade de açúcares e adoçantes, deixando o consumidor em dúvida sobre qual escolher. Para ajudar a esclarecer esse tema, conversamos com a nutricionista Cristina Trovó.
Tipos de Açúcar: Qual o Melhor?
Segundo Cristina, a escolha do açúcar ideal depende de cada indivíduo. O açúcar refinado é o menos indicado, pois perde minerais e vitaminas durante o processamento e contém aditivos químicos. O açúcar cristal, embora refinado, é uma opção intermediária. O açúcar demerara, com leve refinamento, preserva mais nutrientes e não possui aditivos. O açúcar mascavo é o que menos sofre processamento, conservando melhor seus nutrientes. Por fim, o açúcar de coco, mais caro por ser produzido em menor escala, apresenta baixo índice glicêmico, sendo uma opção interessante para quem tem problemas com a glicemia.
Adoçantes: Artificiais e Naturais
Sobre os adoçantes artificiais, Cristina recomenda seu uso apenas para pessoas com problemas de glicemia. Ela alerta para o risco da sucralose em altas temperaturas, pois estudos da Unicamp mostram a formação de compostos tóxicos. A estévia e o xilitol são os adoçantes naturais mais conhecidos. A estévia, sem calorias, é geralmente indicada para diabéticos, mas a moderação é crucial. O xilitol, com índice glicêmico um pouco mais alto que a estévia, pode ser usado por diabéticos com cautela, dependendo do caso, pois em grandes quantidades pode causar problemas intestinais.
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Considerações Finais
A escolha do adoçante ou açúcar ideal deve levar em conta o valor nutricional e o impacto na saúde, não apenas as calorias. A moderação é essencial, mesmo com adoçantes, pois seus efeitos a longo prazo ainda são estudados. É importante consultar um profissional de saúde para orientações personalizadas.