A baixa na procura pelo imunizante preocupa órgãos de saúde; apenas 33,7% das crianças de Ribeirão Preto foram vacinadas
A campanha de vacinação contra a poliomielite, prorrogada até 30 de setembro, mostra resultados preocupantes. Em Ribeirão Preto, apenas 10.635 crianças de um total esperado de 33.559 (entre 1 e 4 anos) foram vacinadas, representando uma cobertura de apenas 33,7% até 1º de setembro. O índice é semelhante ao do estado de São Paulo (33,4%), ficando muito abaixo da meta de 95%.
Baixa adesão: um problema crônico
Segundo o médico pediatra Dr. Ivansa Violi, a baixa cobertura vacinal não é um fenômeno recente. Problemas pré-existentes, agravados pela pandemia de Covid-19, contribuem para o cenário atual. A crença de que doenças como a poliomielite foram erradicadas, a falta de conscientização e a disseminação de notícias falsas sobre vacinas são fatores determinantes.
Riscos da baixa vacinação
A baixa cobertura vacinal traz o risco do retorno de doenças consideradas erradicadas, como ocorreu com o sarampo. A poliomielite, apesar de rara no Brasil desde 1989, já apresenta casos recentes em outros países, incluindo os Estados Unidos. A falta de imunização pode levar a um desastre sanitário, com o ressurgimento da doença no país.
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A importância da vacinação
O Dr. Violi enfatiza a importância da vacinação, mesmo para crianças fora da faixa etária da campanha atual. Crianças de 6 anos que não foram vacinadas anteriormente ainda podem e devem receber a imunização. A responsabilidade pela vacinação recai sobre os pais, que devem levar seus filhos aos postos de saúde para garantir a proteção individual e coletiva contra a poliomielite.