Um estudante, de 14 anos, foi agredido dentro de uma escola de Ribeirão, nesta quinta (17); psicóloga Camila Cury analisa o caso
Uma briga em uma escola municipal de Ribeirão Preto deixou um adolescente de 14 anos ferido e hospitalizado. O caso, que gerou indignação nas redes sociais após a divulgação de um vídeo, expõe um problema maior: a violência e o bullying dentro das instituições de ensino.
Agressão e Bullying
Segundo relatos da mãe do adolescente, Thaís Estevon, seu filho sofre bullying na escola Alfeu Gasparini há anos. A briga que culminou em sua internação teria sido motivada por um desentendimento aparentemente banal, que se agravou devido à perseguição contínua sofrida pela vítima. O vídeo mostra o momento da agressão, com o agressor desferindo vários socos no adolescente enquanto outros alunos assistem, alguns rindo da situação. A mãe relatou o sofrimento ao ver seu filho sendo agredido e a falta de empatia dos colegas presentes.
Sequelas e Impactos
O adolescente foi levado à Santa Casa de Ribeirão Preto com suspeita de traumatismo. Além dos ferimentos físicos, a família teme as sequelas emocionais do ocorrido. A mãe questiona a ineficácia das medidas tomadas pela direção da escola em relação às denúncias anteriores de bullying. Outro pai de aluno da mesma escola também relatou problemas de perseguição sofridos pelo seu filho, reforçando a existência de um ambiente escolar hostil.
Ações e Prevenção
A Secretaria da Educação informou que os alunos envolvidos foram separados e que o agressor foi suspenso. A pasta afirma trabalhar com a justiça restaurativa e ações de cultura de paz. No entanto, a psicóloga Camila Curi destaca a importância de um trabalho mais abrangente, envolvendo a prevenção do bullying, o fortalecimento emocional da vítima e o tratamento do agressor, considerando possíveis problemas familiares e emocionais. Ela enfatiza a necessidade de projetos direcionados para a inteligência socioemocional nas escolas, incluindo dinâmicas em grupo e debates, para construir um ambiente escolar mais saudável e empático. A especialista também ressalta a importância do papel dos pais na identificação de sinais de bullying e na parceria com a escola para garantir o bem-estar dos alunos.



