Infectologista Lucas Agra, explica o comportamento do vírus e fase de contágio; Sertãozinho investiga caso suspeito da doença
Um caso suspeito de varíola dos macacos está sendo investigado em Sertãozinho, região de Ribeirão Preto, o que poderia ser o primeiro caso na região. Para discutir o assunto, conversamos com o infectologista Dr. Lucas Agra.
Risco de Propagação
Segundo o Dr. Agra, há risco da doença se espalhar, principalmente devido à conectividade global. Apesar disso, a transmissão requer contato íntimo com lesões, tornando-a menos transmissível que doenças respiratórias. A probabilidade de uma grande epidemia na região de Ribeirão Preto é considerada baixa, devido à menor transmissibilidade da doença.
Transmissão e Sintomas
A principal forma de transmissão é pelo contato com lesões, que geralmente surgem após três dias de sintomas semelhantes à gripe (febre alta, dor de corpo, mal-estar). Embora a transmissão por secreções respiratórias seja possível, ainda não está totalmente comprovada. As lesões, após desaparecerem, podem deixar cicatrizes. Complicações mais graves, como meningite e óbito, são menos frequentes, principalmente na população com imunidade normal. Atualmente, circula a variante africana ocidental, menos agressiva que a do Congo.
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Vacinação e Prevenção
Existem duas cepas de varíola dos macacos com importância epidemiológica: a africana ocidental e a do Congo. A vacina contra a varíola convencional não protege contra a varíola dos macacos. Vacinas específicas estão em desenvolvimento. Embora a preocupação seja válida, o Dr. Agra enfatiza que não há motivo para pânico. A menor transmissibilidade da doença, comparada a outras, facilita o controle com medidas de precaução.
Em resumo, embora a varíola dos macacos represente um risco, sua menor transmissibilidade e a disponibilidade de novas vacinas em desenvolvimento minimizam a probabilidade de uma grande epidemia. A vigilância e as medidas de precaução são fundamentais para evitar a propagação da doença.



