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Qualidade do ar atinge níveis críticos na região de Ribeirão

Segundo professora da USP, moradores têm respirado material particulado e ozônio em razão das queimadas
qualidade do ar Ribeirão
Segundo professora da USP, moradores têm respirado material particulado e ozônio em razão das queimadas

Segundo professora da USP, moradores têm respirado material particulado e ozônio em razão das queimadas

Ribeirão Preto enfrenta grave crise de qualidade do ar

Qualidade do ar comprometida

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) classificou a qualidade do ar em Ribeirão Preto como ruim devido à baixa umidade e aos frequentes registros de queimadas nos últimos dias. No fim de semana, a situação se agravou, atingindo níveis críticos em razão da fumaça. As medições são realizadas em um laboratório da Cetesb localizado no Parque Maurílio Biagi, próximo à rodoviária da cidade. A situação não se limita a Ribeirão Preto; toda a região está sofrendo com a baixa qualidade do ar, com queimadas registradas em diversas áreas, incluindo Miguelópolis, Tuverá, Vaguaira e Barretos.

Impactos na saúde

A professora Maria Lúcia Arruda, do departamento de Química da Universidade de São Paulo, alerta para os riscos à saúde da população. Segundo ela, diversos parâmetros de qualidade do ar estão em níveis críticos, incluindo material particulado – poeira fina que penetra profundamente no sistema respiratório e pode conter substâncias cancerígenas. A especialista destaca a presença de ozônio em níveis prejudiciais, além do material particulado, que reduz a visibilidade e compromete a saúde respiratória da população. A combinação de poluentes emitidos pelas queimadas com os gases dos veículos, em razão da flexibilização da quarentena, agrava ainda mais a situação.

Recomendações e alertas

A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um comunicado alertando sobre as altas temperaturas previstas para os próximos dias em nove cidades, incluindo Ribeirão Preto, com máximas entre 35 e 40 graus até o dia 19. Recomenda-se que os moradores bebam bastante água, mantenham os ambientes arejados, evitem exercícios ao ar livre e não descartem brasas na vegetação. A professora Arruda aconselha evitar exercícios físicos extenuantes ao ar livre devido à má qualidade do ar, sugerindo atividades em ambientes fechados ou à noite, quando a qualidade do ar tende a melhorar. O aumento do índice de incêndios florestais na região é um fator preocupante, com fumaça intensa afetando a população.

Em resumo, a situação em Ribeirão Preto e região é crítica, exigindo cuidados especiais da população para proteger a saúde diante da baixa qualidade do ar e das altas temperaturas. A combinação de fatores ambientais e a falta de chuvas contribuem para a gravidade da situação.

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