Ivan Savioli explica que o peso dos pequenos nem sempre está relacionado a uma deficiência vitamínica; ouça o ‘Filhos e Cia’
Crianças magras: Será que precisam de vitaminas? Muitas dúvidas surgem quando o assunto é a alimentação infantil. Pais e mães se preocupam com crianças magras, que não comem bem ou que não têm uma dieta saudável. Mas será que a solução é recorrer a vitaminas e suplementos? A resposta, segundo o Dr. Ivância Violi, é não tão simples assim.
O que significa ser “magrinho”?
O Dr. Violi esclarece que ser magro não é, em si, uma doença. A percepção de magreza varia de acordo com a idade e a altura da criança. Uma criança de cinco anos, por exemplo, pode apresentar diferentes pesos e ainda assim estar dentro da faixa de normalidade. A falta de vitaminas não é a causa da magreza, e o excesso de vitaminas não engorda a criança.
Alimentação e comportamento: o que fazer quando a criança não come legumes e verduras?
O especialista afirma que a solução não é suplementar vitaminas, mas sim investigar os motivos pelos quais a criança não consome esses alimentos. Muitas vezes, o problema está relacionado a hábitos alimentares da família. Se os pais não consomem salada e legumes, é provável que a criança também não o faça. A chave está em criar hábitos saudáveis em toda a família, tornando o consumo de verduras e legumes algo natural e comum.
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Em relação ao uso de estimulantes de apetite, o Dr. Violi alerta que a maioria dos produtos disponíveis no mercado são apenas complexos vitamínicos que não abrem o apetite. Eles devem ser prescritos apenas em casos específicos, por um médico. Em muitos casos, a preocupação dos pais com a magreza da criança é infundada, pois a criança pode estar comendo o suficiente para seu crescimento e desenvolvimento.
Vitamina D e outras deficiências nutricionais
O Dr. Violi destaca a importância da vitamina D, cuja principal fonte é a exposição solar. Embora não haja um limite seguro de exposição ao sol, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a suplementação de vitamina D desde o primeiro mês de vida. A deficiência de vitamina D pode causar problemas de saúde, desde infecções até deformidades ósseas em casos mais graves. A suplementação é uma forma de garantir a ingestão adequada dessa vitamina, especialmente para crianças que não se expõem ao sol com frequência.
Por fim, o médico reforça que a automedicação com vitaminas é prejudicial e pode causar intoxicações graves. Qualquer suplementação vitamínica deve ser orientada por um profissional de saúde.