Quando a imagem supera a entrega e a conta chega no longo prazo
Olá, amigos do Conexão CBN! Aqui é Marcelo Baratela, e hoje quero abordar um tema delicado que dominou os noticiários, trazendo uma lição profunda que vai além das finanças e dos bancos. Vamos falar sobre comportamento, reputação e o risco de vender uma história inflada.
O Colapso de uma Narrativa
A recente intervenção no Banco Mássia expôs um fenômeno que transcende o mercado financeiro. O que o país comprou não foi um CDB, mas um enredo: o anti-banqueiro, com seu estilo de vida extravagante, transmitindo uma mensagem silenciosa de credibilidade. Essa imagem se tornou um selo de confiança, mas quando a narrativa supera a lógica, surge um risco enorme, tanto para quem vende quanto para quem acredita.
A Perigosa Anti-Venda
A anti-venda ocorre quando a história é tão boa que ninguém questiona. A imagem se torna maior que o conteúdo, a promessa seduz mais que a realidade, e o personagem encanta mais que a entrega, desligando nosso senso crítico. Isso se aplica a bancos, empresas e indivíduos, a qualquer um que tenta vender uma ideia, defender um projeto ou construir reputação. A anti-venda é sedutora e perigosa, pois vender vai além de fechar um negócio; é vender seu comportamento, ideias, visão e credibilidade.
Leia também
Responsabilidade e Sustentabilidade
Quando se vende uma imagem maior que o lastro ou se promove um projeto sem condições de execução, pode funcionar a curto prazo, mas a conta sempre chega. O caso do Banco Mássia mostrou o efeito visível, mas a anti-venda silenciosa nas empresas e carreiras é ainda mais danosa, com reputações desmoronando, projetos falhando e equipes perdendo a confiança. A nova era não premia quem conta a melhor história, mas quem a sustenta, quem entrega, mede e fala a verdade. A narrativa abre portas, mas só a verdade as mantém abertas.
A lição do Banco Mássia é sobre comportamento humano. No seu dia a dia, você está vendendo algo que se sustenta a longo prazo, ou construindo uma história maior que a realidade?