Uma condição comum, é a ‘síndrome da disfunção cognitiva’, conhecida como ‘alzheimer dos cães’; ouça a coluna ‘CBN Pet News’
A síndrome da disfunção cognitiva (SDC) em animais de estimação é um assunto cada vez mais relevante, devido ao aumento da expectativa de vida de cães e gatos. O Dr. Gelson Genaro, médico veterinário especialista em saúde animal, esclareceu dúvidas sobre essa doença neurodegenerativa progressiva que afeta as funções cognitivas dos pets.
Sinais da SDC em cães e gatos
A SDC manifesta-se de forma sutil. Inicialmente, o animal pode parecer desorientado em sua própria casa, andando sem rumo e batendo em paredes. Mudanças comportamentais, como a perda do controle da micção e defecação em locais inapropriados, também são comuns. Alterações no padrão de sono, agressividade e problemas de higiene são outros sintomas a serem observados. A focalização excessiva e choro frequente também podem indicar a presença da doença.
Fatores de risco e prevenção
Embora a falta de passeios não seja a causa principal da SDC, a ausência de estímulos ambientais, enriquecimento ambiental inadequado, alimentação incorreta e pouco convívio social podem potencializar o desenvolvimento da doença. Por outro lado, atividades como passeios regulares, exercícios moderados, interação social e uma dieta balanceada, adequada à idade do animal, contribuem para retardar a progressão da SDC. Assim como em humanos, um estilo de vida ativo e estimulante pode fazer a diferença na qualidade de vida do pet idoso.
Leia também
Diagnóstico e tratamento
A catarata é um problema ocular comum em cães idosos, muitas vezes associada à SDC ou ao diabetes. A detecção precoce é crucial. Se observar um fundo esbranquiçado no olho do seu cão, leve-o ao veterinário imediatamente. Quanto à SDC, não há cura, mas o tratamento visa retardar a progressão da doença por meio de medicação, suplementos e cuidados específicos, como a escolha de ração apropriada para a idade e condição do animal. A segurança do ambiente também é fundamental, evitando acidentes em piscinas, escadas e janelas. É importante adaptar o lar às necessidades do pet idoso, garantindo sua segurança e bem-estar.