Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Daniele Zeotti
A sexta-feira 13 carrega consigo uma aura de mistério e, para muitos, um receio palpável. Superstições e crendices se manifestam, alimentando o medo de que algo adverso possa ocorrer. Mas, afinal, como lidar com essa data?
A Superstição como Mecanismo de Controle da Ansiedade
A psicóloga Daniela Zeotic nos explica que a superstição, em sua essência, funciona como um agente controlador da ansiedade. Ações como carregar um amuleto ou evitar passar embaixo de uma escada podem parecer irracionais, mas oferecem uma sensação de controle em um mundo incerto. Esses rituais, por mais singulares que sejam, podem auxiliar no desenvolvimento das atividades diárias, proporcionando uma falsa sensação de segurança e, consequentemente, diminuindo a ansiedade.
Quando a Superstição se Torna um Problema
O ponto crucial reside na linha tênue entre a superstição inofensiva e o comportamento patológico. Quando os rituais e crendices começam a dominar a vida de uma pessoa, impedindo-a de realizar tarefas cotidianas ou de se relacionar socialmente, é sinal de alerta. A impossibilidade de sair de casa por medo de acidentes ou a necessidade de realizar rituais exaustivos antes de cada refeição são exemplos de como a superstição pode se transformar em uma doença, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
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Atenção aos Sinais e Busca por Ajuda
É fundamental estar atento aos sinais de que a superstição ultrapassou os limites da normalidade. Buscar avaliação especializada de um psiquiatra ou psicólogo é essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. O caso do cantor Roberto Carlos, que por muito tempo teve seus rituais associados à superstição, mas que na verdade eram sintomas de TOC, serve como um lembrete de que nem tudo é o que parece.
Enquanto a superstição age como um tranquilizador, não há motivos para alarme. No entanto, ao se tornar fonte de preocupação extrema e limitar a vida, a atenção profissional se faz necessária.