Quem explica as idades e os sintomas que os tutores devem se atentar é Ivan Savioli Ferraz na coluna ‘Filhos e Cia’
O crescimento infantil é um tema que gera muitas dúvidas nos pais. Acompanhar o desenvolvimento da criança é crucial, e saber quando se preocupar é fundamental.
Acompanhamento Pediátrico e Tabelas de Crescimento
O acompanhamento regular com um pediatra é essencial. Em cada consulta de rotina, o peso e a altura da criança são verificados e comparados com tabelas de crescimento que levam em consideração idade e sexo. É importante lembrar que, mesmo abaixo do limite inferior da tabela, a maioria das crianças está dentro da normalidade.
Fatores Genéticos e Velocidade de Crescimento
A altura dos pais é um fator determinante, com alta probabilidade de herança genética. A velocidade de crescimento, ou seja, quantos centímetros a criança cresce em seis ou doze meses, também é um indicador importante. Uma criança que cresce entre quatro e sete centímetros por ano (após os dois anos e antes da puberdade) provavelmente não apresenta problemas de crescimento.
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Causas de Baixa Estatura e Diagnóstico
Em casos de baixa estatura, o pediatra investiga possíveis causas, como síndromes genéticas (ex: Síndrome de Turner), doenças crônicas (ex: diabetes mal controlado) ou causas idiopáticas (sem causa aparente). Exames como a avaliação da idade óssea (radiografia da mão e pulso) e, em casos mais complexos, exames hormonais e cariótipo, podem ser necessários. A maioria dos casos de baixa estatura (90-95%) são variantes da normalidade, muitas vezes com forte componente familiar.
O acompanhamento regular com o pediatra é a melhor forma de monitorar o crescimento da criança e identificar precocemente quaisquer problemas. A avaliação da altura dos pais e da velocidade de crescimento são pontos cruciais para a interpretação do desenvolvimento infantil.